Pelo visto, um gajo com 16 anos foi detido em França sob a acusação de defender o terrorismo. O delito que cometeu foi a publicação no Facebook do cartoon que podemos ver à direita. É preciso ser claro. O pior que pode acontecer na sequência da carnificina de Paris é trilhar de forma acéfala um caminho de restrição das liberdades. O lugar dos criminosos é na prisão. O dos idiotas, insensíveis, desbocados, escabrosos, blasfemos ou javardos, só por o serem, e por muito que o sejam, não.


A França fundamentalista está em rédea solta na caça às bruxas contra o humor.
Ainda vamos ver o regresso da guilhotina.
Avisei que da marcha de Paris o senhor Hollande iria ficar com muitos sapatos para se calçar.
O perigo é sempre esse. Que o pretexto sirva o propósito da restrição da liberdade.
Contestar o sentido de humor de miúdos de 14 ou 16 anos, com repressão estatal, acho que nem lembrou ao Robespierre.
O nível de mentalidade francesa sai da puberdade e entra no modo máquina institucional, e por isso é natural que se vejam ameaçados pelo pensamento crítico das suas crianças.
Quando a França sai engalanada com os seus valores revolucionários e de libertinagem estatal, é sempre instrutivo lembrar o Reino do Terror seguinte.
Por causa das merdas, já passei a responder-lhes em inglês.
A França tomou o caminho terrorista de ser o maior perigo institucionalizado à liberdade de expressão na Europa. Já tinha esse tique com a sua proibição de negar o holocausto, e tudo o que fosse a sua vergonhosa participação na 2ª Guerra, nomeadamente o Charlie – de Gaulle, e o seu massacre de Paris de 1961.
O pior é que, tal como no tempo do Napoleão, há cá sempre umas almas dispostas a abrir o caminho para essas fanfarronadas de jerico mecânico.
Ai o caraças, assim a denegrir a grande pátria do Jean Paul Tarte.
Bahh non! As filhas de França merecem homens que olhem a direito.
De La Fontaine aprendemos que o plágio descarado foi coisa que nunca incomodou les enfants.
Eis uma que ouvi, há muitos anos (e não penso que tenha melhorado):
– Peço desculpa por ter confundido o nome.
– Não há problema.
– Não fique ofendido. Não pensei que tivesse “tête-arabe”.
Ao lado desse estava um Mohamad qualquer, que teve que engolir e calar.
Parece-me que ninguém quer entender que esta Europa também é de fundamentalistas disfarçados de progressistas. E não se estranhe a reacção de prender o puto. Isto é mais uma prova para o que eu tenho afirmado.
Anda por aí, por toda esta Europa, muito gajinho disfarçado de progressista para poder insultar o que o incomoda.
“Il faut rappeler qu’on doit réfléchir à deux fois avant de tenir certains propos” Muito bonito, concordo. Mas é só para aplicar a quem ofende quem nós não gostamos. Como tenho aqui escrito desde a primeira hora, os “Charlies”, respeitosamente, que vão mas é pentear macacos.
Estes holandinhos de pacotilha nem merecem a sopa que comem, nem o trabalho e a vida que os Charlies deram para haver a sociedade livre que estimamos.
Lembro a quem gosta e vive a catalogar toda a gente: esquerda/direita, progrsesista/fascista o erro que comete ao aceitar que repetidores investidos de jornalistas passem o tempo a falar de extremistas de esquerda; islamistas extremistas e caneladas na verdade, iguais. Amigo meu apelidado por outros amigos comunistas de ser um reaccionário, defende mais a liberdade de expressão que a esquerda caviar que eu conheço; e com mais seriedade.
http://www.dn.pt/desporto/sporting/inter ior.aspx?content_id=4361906