Sim, mais transparente seria difícil. Duvido é que isso seja critério numa “pessoa colectiva pública de natureza associativa” com funções, entre outras, de vigilância ética e deontológica…
Sim, mais transparente seria difícil. Duvido é que isso seja critério numa “pessoa colectiva pública de natureza associativa” com funções, entre outras, de vigilância ética e deontológica…
Parece-me um critério legítimo, desde que seja apenas para efeitos de desempate.
Da mesma forma que escolas privadas dão preferência à inscrição dos irmãos de alunos. Ou que as universidades americanas dão preferência à admissão de mulheres.
Claro, escolas privadas.
E entre dois candidatos em igualdade de circunstâncias e que tenham ambos ligações familiares tem preferência o filho à mulher? O sobrinho ao enteado? E o familiar do Bastonário prefere ao do simples associado?
Ah!, pois, não tinha pensado nisso.
Nas escolas públicas também existe esse critério. Mas note que ao escolher irmãos de alunos a escola não está a favorecer familiares de quem decide. Os alunos não decidem quem entra na escola.
Já colocar um critério que favorece um familiar do decisor é nepotismo.
não está a favorecer familiares de quem decide
No caso em apreço também não é necessariamente isso que se passará.
Quem escolhe o jurista é o conselho diretivo (ou órgão equivalente) da Ordem. O jurista escolhido pode ser familiar de um secretário ou qualquer outro funcionário da Ordem.
O critério está muito mal detalhado. Devia estabelecer claramente que os familiares do Bastonário teriam precedência, seguindo-se os familiares dos membros da Assembleia Geral, dos Conselhos Superior, Directivo, Fiscal, Disciplinar, pela devida ordem hierárquica, e finalmente os familiares dos empregados da Ordem e os familiares de meros sócios da Ordem. Além de que falta estabelecer devidamente o critério no que toca a graus de parentesco. Como está, permite as maiores arbitrariedades.
Aquilo devem ser só empates comprados e decididos pela cor da camisola. Não há prolongamento, nem grandes penalidades, nem sequer moeda ao ar á antiga.
E claro…
Se a ligação familiar for associada ao bastonário, tem prioridade de passagem…
Como nas “rotundas” do costume!
Hmm será discriminação politicamente correcta ou incorrecta? nunca sabemos no mundo da esquerda.
Estranho como para o Luís Lavoura a xenofobia passou a ser politicamente correcta e xenofilia passou a ser incorrecta num ápice.
Mais uma vez o Lavoura não tem razão e faz uma comparação tola, comparando a admissão numa escola que tem obrigação de ajudar as família, facilitando-lhes a vida, com a admissão num emprego, que deve ser confiado ao candidato mais bem colocado, servindo para isso a avaliação da antiguidade – experiência, idade -, no caso, pouco provável, de total empate(?).
Devo dizer que trabalhei num grupo económico onde a condição de parente em primeiro grau (de um colaborador já admitido), era condição suficiente para excluir todos os candidatos nessas condições. E quem trabalhou numa instituição/empresa onde pontificavam vários membros da mesma família, sabe que essa regra não era assim tão tola, pelo contrário.
Com isto quero dizer que o critério anunciado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é uma tolice, para não dizer uma vergonha.
Ah! Ainda bem que me disseram que existia nepotismo na colocação de pessoal na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas! Obrigada. A sério. Não fosse esta notícia e eu nem acreditaria que tal acontece em tudo o que é organismo oficial do estado, em organismos privados, onde quer que seja. A sério. Bem haja pela notícia e por se sentirem indignados. Eu compreendo. Uma coisa é o pessoal meter família. Outra coisa é saber-se assim à cara podre. Falta de vergonha. Mas estão surpreendidos com o quê?! No organismo onde trabalho há anos, fui preterida na entrada do mesmo, para entrarem as mulheres de 2 diretores. Para a mesma função que a minha. O meu currículo correspondia às exigências solicitadas. Mas eu fiquei de fora. Fui chamada 1 ano depois. Estranho? Não! Aliás, dentro deste organismo oficial, existe a cultura de se colocar familiares desde sempre. Faz anúncio público, faz-se a triagem de cv’s, entrevista-se pessoal, tudo como manda a lei. Depois? Depois tudo como manda a tradição. Agora vamos todos fazer uma cara surpreendida e ofendida? Não, por favor. Poupem-me. Virgens ofendidas? Para quê esse fingimento? Para fazermos de conta que estamos indignados? Poupem-me. M. Lopes
Mais uma vez o Lavoura não tem razão e faz uma comparação sem sentido, comparando a admissão numa escola que tem obrigação de ajudar as família, facilitando-lhes a vida, com a admissão num emprego, que deve ser confiado ao candidato mais bem colocado, servindo para isso, se necessário, a avaliação da antiguidade – experiência, idade -, no caso, pouco provável, de total empate(?).
Devo dizer que trabalhei num grupo económico onde a condição de parente em primeiro grau (de um colaborador já admitido e ao serviço), era condição bastante para excluírem todos os candidatos nessas condições. E quem trabalhou numa instituição/empresa onde pontificavam vários membros da mesma família, sabe que essa regra não era assim tão tola, pelo contrário.
Com isto quero dizer que o critério anunciado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é uma tolice, para não dizer uma vergonha.
por alguma razão o corporativismo é tão bem aceite apesar de 40 anos de “democracia” e de socialismo na gaveta com mais ou menos caviar.
Desfaçatez é :
– Cargos públicos atribuídos a amigos, familiares…, pagos com o NOSSO dinheiro;
– Ser governado por gente que permite que existam BES, BPN’s, PT’s…,que fazem desaparecer o NOSSO dinheiro;
– Aumentar a carga fiscal, pôr na miséria milhares de Portugueses e usar o NOSSO dinheiro para “estudos”, “assessorias”, “mordomias”…;
– Enfim, a total falta de respeito pelo direito e garantia de ver o NOSSO dinheiro aplicado de forma responsável e honesta para o bem comum;
– O falso moralismo de quem critica uma Ordem por dar preferência, em situação de empate, a familiares dos seus membros, sem precisarem do NOSSO dinheiro!