O Pedro Correia, ali mais abaixo, já escreveu o que de relevante havia a referir. Eu aqui limito-me a vincar a coerência das posições do MNE.
No dia 11 de Fevereiro, ouvido em Comissão Parlamentar, o MNE sugeriu que a Guiné-Equatorial ficasse à porta da CPLP e salientou que o país de Obiang precisava de tempo para se ir “adaptando”. No dia 20 de Fevereiro, o mesmo MNE recomenda a adesão da Guiné-Equatorial à CPLP e mostra-se, evidentemente, satisfeito com o trabalho de “adaptação” feito naquele país em nove dias, acrescentando, se dúvidas houvesse, que se sente “à vontade com esta decisão”. Eu não duvido. E registo a sua visão estratégica. Como ele, tirando Passos Coelho e o líder da JSD, que são de outra linhagem, só me lembro, assim de repente, de Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Estamos, uma vez mais, de parabéns. Com Obiang e a sua malta, mais a ajuda do “dos Santos”, seguramente que estaremos em condições de dispensar qualquer programa de ajustamento cautelar para depois de 17 de Maio.

Mete-me nojo.
Ouvi, no telejornal, esse ministro dizer que a Guiné está em condições de pertencer à cplp, segundo ele, absolver de pena de morte é igual à abolição da pena de morte. Esse ministro diz cada uma.
Concordando com o post acho um pouco estranho os esquecimentos que vêem com estes textos.
1 -A CPLP é constituída por vários regimes de duvidosa reputação. Podemos ir ao Angolano. José Eduardo dos Santos detém o poder à 35 anos.
por exemplo. O autor pelo menos aqui não se esqueceu.
2 – A CPLP não é Portugal, e a cultura da transição de poder não violenta e limites ao poder é algo profundamente Ocidental – embora até isto se está a perder com a democracia a tornar-se totalitária.
Olhando para Mandela ele estava perfeitamente confortável com ditaduras “pretas”.
Quando existir – num futuro próximo- um contexto internacional desfavorável à cultura política ocidental quantos países africanos vão tentar sequer manter uma aparência democrática? Botswana?
3- Temos aqui as criticas justas ao Governo, mas e as críticas ao Brasil e aos
paises africanos? São muito mais que Portugal.
4- E claro o politicamente correcto “multiculturalismo” despareceu não é?
5- E desapareceram os elogios à “realpolitik” , nem a palavra foi usada. Deve ser para para proteger a palavra para ficar contaminada. E poder usá-la numa situação equivalente.