31 comentários em “Descubra as diferenças”

  1. A minha avó gostava muito de usar provérbios e, se ainda fosse viva, diria:
    Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo 😉

  2. Há bancos que para alguns são como uma mãe: financiam os filhos e no fim perdoam-lhes as dívidas. Há mães que funcionam para os filhos como uma espécie de bancos.
    Quer a uns quer a outros não lhes falta para o vinho nem para os cabritos.

    P.S. Há, ainda, uma terceira espécie que é a dos que tendo mãe e banco nunca conseguem ter nem vinho nem cabritos. Mas estes nunca são entrevistados.

  3. Mas o que raio temos nós que saber se o dinheiro foi dado pela mãe ou emprestado pelo banco? O que é que nós temos a ver com isso?

    Alguém tem alguma coisa a ver com a origem do dinheiro com que o Rui Rocha comprou a sua casa, por exemplo?

    Se esse dinheiro não tiver origem criminosa, ninguém tem nada a ver.

    Deixe-se de andar a meter-se na vida financeira dos outros!

    1. Concordo consigo Luís Lavoura. Na justiça ou se prova que teve lugar um acto concreto ou não. Quantas vezes se cai em contradições como as citadas? Se escrever (ou gravar) tudo quanto diz vai encontrar coisas em que a bota não bate com a perdigota. A justiça não pode funcionar nesta base. Não gosto de julgamentos feitos na imprensa nem nos blogues. Pelo que vejo e ouço entre os meus conhecidos é assim: quem é de direita acha que não há dúvida de que Sócrate sé culpado, quem é de esquerda acha que está inocente (salvo raríssimas excepções). Não se pode julgar uma pessoa na base do diz-se diz-se. Vide comentários de acima de Isa e Sérgio A. Correia. Quantas coisas já aconteceram na vida de qualquer um de nós que poderiam ser consideradas estranhíssimas? Já vi tanta coisa desde alguém que empresta dinheiro ou dá quando parece que não o devia fazer. E há o exemplo de Engels que dava dinheiro a Marx, porquê e para quê? Para deitar abaixo a ordem estabelecida?

      1. O MInisterio publico também faz coisas estranhíssimas: segredo de justiça, incapacidade para formular acusação em prazo decente, etc. Logo que podemos concluir?

    2. Quando alguém:

      – é destacada figura pública, parecendo cultivar, saboreando-o, cada instante dessa condição;

      – sendo-o, ocupou cargos de liderança partidária e de governação, desde logo o de primeiro-ministro, longamente, em tempos que se revelaram de ruína para o país, deixando a generalidade dos “contribuintes” (que é manifestamente o que interessa ao poder como manifestação de cidadania) em maus lençóis para todo o futuro antecipável;

      – manifesta publicamente, sem preocupações de recato, um estilo de vida muito dispendioso, em tempos de privação para a generalidade das pessoas;

      – é parte de uma questão com a Justiça onde estão em causa actos seriamente reprováveis e como tal puníveis, envolvendo somas avultadíssimas e onde se contam dinheiros públicos ou integrando processos de decisão da administração pública;

      – integra na sua estratégia de defesa a pública, vociferada e repetida afirmação da desacreditação da Justiça, por si e pelos seus mandatários, a construção de uma lógica de martírio político e a apresentação de explicações de escassa verosimilhança e, como se vê, frágil solidez formal;

      eu diria que temos todos o direito (o dever) de saber, impiedosamente castigados que somos, fomos e seremos, pelo fisco e por um estado que cada vez cobra mais e presta menos (em consequência também de decisões tomadas por esse homem, ou no tempo do seu consulado), com exaustiva e absolutamente conclusiva demonstração, se esse dinheiro tem ou não origem lícita.

      Costa

    3. Quem ocupa cargos públicos, até tem a obrigação de, antes de entrar, fazer uma declaração sobre os bens que possui (aqui tenho dúvidas se serão só patrimoniais, o que, em relação a dinheiro “vivo”, explicaria “muita coisa”), agora, se cumprem ou não, isso será outro assunto. No entanto, qual seria a intensão do legislador?
      Por acaso, tem noção que isto de mexer em dinheiros públicos, conhecendo a natureza humana, pensa que deveria ser deixado, à moral e aos valores, de quem, por lá passa? É por essas e por outras que somos 10 milhões de portugueses e devemos biliões… por acaso, é “anjinho” ou nasceu ontem?

      Mas isto, sou eu a falar, do lado dos contribuintes e, para quem penso, estar do mesmo lado e… não estar interessado em ir “ocupar um lugar público”… usar “colarinhos brancos”, “cola nos dedos” e nunca, sequer, pensar em prestar contas. Mais a mais que sabemos, bem, a bandalheira a que chegaram as contas públicas. Por vezes, até parecem esquecer que os patrões dos Governantes são quem lhes paga os ordenados, ou seja, os contribuintes portanto, isto não é bem… “uma Balda”. Comparar ao Rui Rocha, quando ele, também, terá sempre de prestar contas, se for preciso, ao patrão dele ou ao Fisco, qual a sua ideia de pôr os políticos como intocáveis?

      Já agora, outro provérbio da minha avó: “Quem não toma conta do que é seu, o Diabo o leva” (e este, suspeito que fazia parte, dos que ela inventava, no entanto, mesmo que fosse… no fundo, ela até sabia, já nessa altura, da existência de muitos “diabinhos” 😉

    4. É o que critico sempre na relação dos Portugueses com Sócrates. Demonstra bem como os Portugueses são personalistas.

      O tipo levou o país a bancarrota mas preocupam-se com fait divers.
      Exagerando, se tivessemos tido um Hitler falaríamos de como tratava a família, se era carinhoso com as crianças, em vez do Holocausto.

      Os juros que sua excelência criou ao duplicar a dívida da democracia impedem-nos hoje de termos já défice zero e assim reduzirmos a dívida.
      O que o personagem fez foi atar os portugueses a uma dívida monstruosa por décadas.
      Estou me ******* com que dinheiro ele foi viver para Paris.

      Deveria estar a ser julgado por gestão danosa de um País e por fraude ao esconder dívida em empresas publicas.

      1. “Deveria estar a ser julgado por gestão danosa de um País ” É preciso ter muito cuidado pois não se pode confundir “gestão danosa” com “decisões políticas”. Há decisões políticas que podem facilmente ser tomadas por gestão danosa pelas pessoas de ideologia contrária. Nas conversas de café é o que mais se ouve (e nas conversas de taxistas, blogues,etc.). Se a pessoa é de direita diz que a governação do país pela esquerda levou o país à ruína, se a pessoa é de direita diz o contrário. As decisões políticas não podem ser julgadas em tribunal.
        Por exemplo, Salazar deveria ser julgado pela decisão de ir para a guerra colonial? Esta guerra fez pior do que levar à pobreza, fez morrer milhares de pessoas.

      2. LL. Exactamente. Mais uma vez a não confundir nem o dedo com a Lua, nem núvens com Juno.

        Se pediu emprestado a alguém e não pagou que se queixem os credores.

        Mas se arruinou o País, como PM, para os próximos mais de vinte anos.
        O PM que institucionalmente assina os cheques, que o PR irá rubricar….
        Entretanto PS e PSD sempre recusaram legislar, em conluío, na AR, para que sintomas de má gestão, que leze o Estado, fossem levados à Justiça.
        A Constituição e o irresposabilizante quadro legal mantêm-se. Outros “sócrates” aparecerão.
        …
        De um lado um eleitorados que sustenta o Estado que os sustenta, directa ou indirectamente.
        Do outro lado, obviamente, os que não têm ligação ao Estado, o contribuinte privado.
        “If you cannot beat them, join them”.

    5. Luis Lavoura certamente tornará futuramente a (re)votar J. Sócrates. Alegre-se. Mantenha a sua fé. O homem ainda está com todos os seus direitos cívicos intactos.

  4. Eu nunca votei no Sócrates, mas se ouviu bem a entrevista ontem, ele tornou a dizer que além do dinheiro que a mãe lhe deu, tornou a pedir mais empréstimos á CGD! Temos que ser verdadeiros, senão damos-lhe razão na “cabala”!

    1. Nos grandes Processos internacionais, começam, exatamente, por aí, (seguir o dinheiro, no sentido inverso).

      Por cá, apesar de incentivarem a tecnologia, especialmente, nas contribuições e impostos, para o povinho não fugir com cêntimos, não me falem em transparência quando, quem deveria dar o exemplo de transparência, parece gostar mais, de usar tecnologia da Idade Média… transportar dinheiro em malas… que foi dado pela mãe, pelo amigo (claro que, depois, presumo que, também, façam o percurso desse dinheiro) e, no mínimo, talvez se encontre o comprovativo do empréstimo da C.G.D. porque, neste país e, se não sofrerem de amnésia retrógrada, há outros casos, onde até a papelada parece ter “ganhado asas”.
      Depois vejo aquelas grandes frases, de sabedoria “ao quilo”: “Se esse dinheiro não tiver origem criminosa, ninguém tem nada a ver.” Pois… e como se prova isso? Se for dito por alguém “especial de corrida” basta-lhe dizer que foi a mãe, o amigo ou o Pai Natal, se for o Zé da esquina, aí sim, é melhor comprovar, não vá ele ser criminoso porque é órfão e tem amigos pobres que não vestem fato e gravata… realmente, o que ainda sobra neste país, é uma mentalidade antiga de subserviência que basta, alguém, estar um nível acima “na matilha” para passar a ser, menos igual que os outros e, mais igual… a alguma entidade divina.

  5. O que é que o Rui Rocha tem a ver com o diploma do dito cujo?

    CM

    “Diploma de Sócrates considerado nulo.”

    O problema da divida (S) e falcatruas é que o 1º M de um país tem de estar acima de quaisquer suspeitas…! Não é um cidadão qualquer! Pelo menos, no mundo civilizado.

  6. Alguém se preocupou, aqui, o porquê, de nāo se modificarem as leis? Todos aqueles que mostrarem sinais exteriores de riqueza, terem de justificar donde vieram tais proventos? Ninguém. Se isso fosse feito, nada disto se passaria e seria muito mais fácil o funcionamente da justiça.

  7. Independentemente de quem lhe deu o dinheiro com que fez e faz a vida faustosa que se lhe conhece (e dos seus próximos) este senhor inginheiro deveria ser antes de mais julgado por traição a Portugal e ao zelo que é devido a quem se ocupa da coisa publica. o resto são peanurs.

    Que obviamente o dinheiro que recebeu ou tem, apareceu devido aos negócios que sancionou e patrocinou enquanto governante ninguém terá duvidas, se alguém o conseguirá provar para além da duvida já é outra história.

    Todos os negócios (acordos) que patrocinou com resultados dolosos para milhões de Portugueses deveriam ser pura e simplesmente rasgados e isso sim seria mais importante do que esse senhor malhar com os costados numa qualquer prisão.

    1. “patrocinou enquanto governante ninguém terá duvidas, se alguém o conseguirá provar para além da duvida já é outra história.” Ninguém tem dúvidas apesar de ninguém conseguir provas. Eis um conceito inovador à consideração dos juristas e filósofos.
      “negócios (acordos) que patrocinou com resultados dolosos para milhões de Portugueses deveriam ser pura e simplesmente rasgados” os acordos deviam ser rasgados com ou sem indemnização a quem fosse prejudicado? Parece-me outro conceito muito inovador.
      Suponhamos que alguém diz que sabe que o Senhor WW é vigarista mas não consegue provas ou que assinou um contrato com ele e depois resolveu rasgá-lo…etc. etc.

      1. Quando me refiro a contratos, refiro-me aos que o inginheiro patrocinou com a sua governação, nomeadamente as famosas PPP e demais merdas que temos de pagar através de cortes de pensões, cortes de salários, diminuição da quantidade / qualidade dos serviços públicos , despedimentos em massa, imigração forçada para ganhar o sustento diário, etc.
        Pensar que alguém num curto espaço de tempo pode passar de um pedante que nem uma licenciatura tem (de modo integro) para um dos homens mais ricos do país a base de empréstimos bancários é acreditar na história da carochinha .

        A ignorância é uma bênção que eu ( infelizmente ) não possuo.

        ” Para a formação da consciência pública, para a criação de determinado ambiente, dada a ausência de espírito crítico ou a dificuldade de averiguação individual, a aparência vale a realidade, ou seja: a aparência é uma realidade política. “

        1. “Pensar que alguém num curto espaço de tempo pode passar de um pedante que nem uma licenciatura tem (de modo integro) para um dos homens mais ricos do país ” Há inúmeros exemplos de pessoas que conseguem isso. Por cá mas, sobretudo, nos Estados Unidos. Todos para a cadeia?

  8. No direito ninguém pode ser preso sem provas e só o juiz em julgamento o pode decidir se é ou não. Ele foi preso, para não perturbar as investigações que já andavam há tempos. Saiu da prisão e ainda hoje não encontraram provas. Que justiça é esta que prende, solta e nada? Prender-se alguém sem provas palpáveis é grave. Ele até pode ter feito muita coisa, mas primeiro apurem-se os factos, depois proceda-se conforme diz a lei. Diz Sócrates que vai pedir indemnização ao Estado, pois que o faça, é um direito que lhe assiste.

    1. “já andavam há tempos”?
      porque o problema é esse… conseguir, segundo a lei que têm, provar as provas e, certamente, nem se deve lembrar de um outro caso em que, um acto de corrupção foi Gravado e nem, assim, houve condenação (segundo a nossa lei, a gravação não é aceite) e, o mais caricato, foi ter sido condenado quem gravou (parece anedota mas, não é), aliás até houve uma reportagem, há uns anos que mostrava a dificuldade em condenar quem pratica esses actos de corrupção, as pessoas que os denunciavam, acabavam por ter mais problemas, do que aqueles que deviam ser condenados porque, quem faz a legislação e quem a aprova… vivem e convivem, entram e saem, trocam de lugar… ou ainda não percebeu isso? Curiosamente, ouvimos as queixas, da falta de meios para investigar, por acaso, também pensará que é só por acaso?

      Outra coisa é que, quem não tenha dinheiro para ter um advogado XPTO ou meia dúzia deles e, acabar por ter um advogado oficioso, descobrirá que a justiça não é bem igual para todos… ou também, não sabia que até o dinheiro, acaba por ter influência sobre o desfecho de um processo judicial? Como em todas as profissões, há competentes e incompetentes, naturalmente, que o bom sai caro, portanto, nem será de admirar que um inocente vá parar à prisão ou vice-versa.

      Devíamos tentar um novo recorde para o Guinness… o país com o maior número de ingénuos… que ainda acreditam que só os inocentes, não são condenados… devem andar a ver muitos filmes

      1. ” um acto de corrupção foi Gravado e nem, assim, houve condenação (segundo a nossa lei, a gravação não é aceite) e, o mais caricato, foi ter sido condenado quem gravou (parece anedota mas, não é),” É, o Estado de Direito é uma chatice. Melhor que não houvesse o primado da lei?
        E viu o que se passou na Bélgica (impedimento de a polícia fazer buscas durante a noite) onde também há (e bem) lei?
        ” quem não tenha dinheiro para ter um advogado XPTO ou meia dúzia deles” com esta estou de acordo. A finança comanda tudo, manda mesmo na política.
        “que ainda acreditam que só os inocentes, não são condenados… ” nunca fiz uma estatística mas penso que que poucos acreditam nisso (em Portugal ou em muitos outros países). Há muito faltoso que não é condenado.

        1. Meu Caro: paleio não interessa, o que interessa é Sócrates para a cadeia. É evidente que é um vígaro e só ingénuos é que pedem provas. Provas para quê?

          1. Meu caro: se não sabe, devia saber que não se pode prender ninguém sem provas. Está num estado de direito. Para o Sócrates ir para cadeia tinham de ir todos os outros, sem excepção e há-os por aí, sem que ninguém os moleste e este foi. Já pensou em pedir uma lei, sobre o enriquecimento ilícito? Se calhar não, pense nisso. Com essa lei, tudo era facilitado e tudo isto era escusado.

        2. Realmente, o que mais me assusta, no caminho em que vai este país, é a ignorância porque, antes de se, dar bocas e bitaites, sobre o que são Estados de Direito, no mínimo, devia tentar informar-se porque então, se, isso, de não se poder gravar uma conversa, até telefónica, ser uma condição para se ser um Estado de Direito, teria que aceitar que, os outros países que o fazem, não o são e, basta alguns exemplos para ver que anda muito enganado, aliás, quanto mais os países forem adeptos da corrupção, menos meios deixam utilizar para a comprovação desses atos.

          Em muitos países democráticos (Finlândia, França, EUA e até, em certas jurisdições alemãs…), os tribunais, mesmo que não tenham autorizado e, até ser ilegal por princípio, também têm abertura legal para as aceitar em Tribunal quando, nessas gravações, é evidente que fica demonstrada uma atividade criminosa ou subversiva. Em Estados da Austrália, como Queensland, nem essa questão é posta, basta que a gravação seja feita por um dos intervenientes que deseje salvaguardar-se numa transação ou disputa. No caso da Itália, até para conseguir lidar com os problemas da Máfia, a lei não põe qualquer entrave à gravação desde que, uma das partes esteja nessa gravação.

          E, aqui, faz toda a diferença porque, isto, de um juiz saber e ter a prova que foi cometido um crime e, “ficar de mãos atadas” porque “uns legisladores” resolveram (não sei, a bem de quem) que essas provas não podem ser usadas e até serem excluídas do Processo, por não terem sido previamente autorizadas, afinal, estamos a proteger o quê e quem? Precisamente, os criminosos que podem acabar por prejudicar, não só, um número reduzido de pessoas mas, até, a economia de um país inteiro.
          Claro que, neste assunto, desconfio, imediatamente, de quem gosta de complicar, algo que poderia ficar muito mais transparente… coisa que “uns quantos”, gostam mais de disfarçar, nem que seja, com “cortinas de fumo”.
          Portanto, a “chatice” não está, em ser um Estado de Direito, “a chatice” está mais… no parecer, do que ser…

          1. Falo de Portugal e se vamos por aí, faça-se a todos, sem excepção ou uns aumentaram o seu pecúlio e não se passa nada e outros, é este triste espectáculo que em nada dignifica a nossa justiça. É de provas factuais que reza no nosso direito e sem elas nada feito. Se quer ir por aí então mudem-se as nossas leis e faça-se como se faz nos Estados Unidos e fica tudo arrumado. Ignorância a sua que não sabe que só se pode prender com provas factuais e não se prende ninguém, só porque se acha e os magistrados, sabem isso melhor que ninguém. Prendeu-se para investigar e solta-se ainda em investigação sem mostrarem as provas. Isto num estado de direito é grave, não só porque depois de tanto alarido e espalhafato ainda não há provas e o mais interessante é que já deixou de perturbar as investigações, mas provas de facto nem pó.

          2. D. Isa:
            No Estado de Direito existe o primado da lei. Da lei desse país, não da lei da Austrália ou dos Estados Unidos. Percebe a diferença? É assim que nos Estados Unidos há pena de morte e em Portugal não mesmo para o crime mais horrendo.
            Vejo que é adepta da afirmação “é melhor uns safanões dados a tempo a um tipo do que permitir que mais tarde esse tipo cometa um crime”. Mais ou menos assim. Sabe quem é o autor?

          3. Se quer ser rigoroso, nos EUA, mais de metade dos Estados, já não aplica a Pena de Morte, mais precisamente 29 dos 50, portanto, mais uma razão para que a lei não seja algo que não possa ser mudada para melhor e não são precisos “safanões” porque não estamos a falar de extremos (uma das tais “cortinas de fumo”)… as leis são feitas por legisladores, não por uma entidade divina mas, nem vale a pena acrescentar mais nada porque, neste país, há os que não criam riqueza, outros, são apenas incompetentes a governar um país minúsculo mas, há demasiada gente que sempre quis e, continua a querer, “alimentar-se” do sistema… podem ser cometidas ações imorais mas, “No Problemo”… não é ilegal… e é assim que se vão repetindo resgates…
            Seguir o dinheiro no sentido inverso é possível, não nasce em malas nem cai do céu mas, é demorado e aí, com a lei que temos e os meios disponíveis, torna-se uma missão quase impossível e, basta pensar, quem ganha com isso. De certeza que não é a maioria da população portuguesa.
            Infelizmente, o mundo não caminha para melhor, as populações vão continuando a ser enganadas e, entre escolherem esquerda ou direita, acabam por esquecer de olhar para os que, realmente, os vão empobrecendo, uma minoria, bem instalada que já não olha a meios para atingir a única finalidade que têm na vida… enriquecer e ter poder, através do dinheiro… pois que lhes faça bom proveito e, no fim, serão esses que servirão para dar mais lucro… às agências funerárias…

      2. O problema é o prevaricador não ter de justificar onde arranjou tal pecúlio. Se assim fosse, lhe garanto que tudo seria mais fácil. Como não é e como o Ministério Público não arranja provas palpáveis porque são essas as válidas, nada feito e o mais grave, é que os magistrados sabem que não tinham provas e mesmo assim, prenderam alguém que até pode ter a culpa toda, mas sem provas é inocente perante a lei. Esta é a realidade e a realidade, é que agora, vamos todos pagar-lhe uma brutal indemnização. Se houvesse a tal lei, do enriquecimento ilícito, isto não se passaria, como não há e não querem que haja é este o resultado.

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