Desaparecidos em combate (2)


lauraramos,

 

não, não é engano,

é de propósito

 

Neste pequeno mundo, onde qualquer um se julga apto a escrever um livro e onde não há verdadeira crítica literária, João Pedro George ousou analisar um palhaço de Deus.
Visto à distância, este é outro ‘case-study’. Ou de como se pode não saber conviver com a crítica objectiva, com a liberdade de expressão, e muito menos com esse exercício básico de sobrevivência intelectual: saber fundamentar.

– Quantos de nós estão preparados para esta simples prova?

Volta,  João Pedro George, acidental biógrafo de Luís Pacheco.

Fazes-me falta.

9 comentários em “Desaparecidos em combate (2)”

  1. Ah, pois, desde que a ilustre Margarida declarou ao El País que em Portugal só havia dois escritores que podiam considerar-se como tal (não sei se era esta a frase, mas o sentido era o mesmo) – ela própria e António Lobo Antunes – fiquei esclarecida. Como dizem os amigos da Leonor, para mim ficou definitivamente “otupsiada”.

    1. Das coisas mais interessantes e divertidas a que assisti na FNAC: o lançamento e o debate com o autor do “Couves e Alforrecas”. Nunca esquecerei o diálogo com o JPG, que rapidamente eclipsou o mote do livro e partiu para ‘outra’ (a literatura e a crítica literária em Portugal, a estratégia das editoras portuguesas e a comparação com a de outros países europeus, etc). Fiquei fã dele – e do humor dele – a partir desse dia.

  2. Em Portugal, cada vez mais se confunde crítica literária com ‘divulgação’. Ainda hoje, num jornal nacional, li uma página inteira sobre livros em que era tudo “excelente”, “excepcional”, “obra-prima” e bajulices do género. Nem uma linhoca, ao longo de toda uma página, com o mais suave reparo: assim vai a “crítica” neste país em que somos todos primos e primas…

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