“A empresa que beneficiou da maior parte das contrapartidas só foi criada em Setembro de 2012. Um mês depois da assinatura do contrato entre o Governo e a Airbus” – Público, 27/04/2015
Para já ainda não há drones. Eu estou convencido, por experiência destas coisas, de que com tempo também aparecerão. Drones e ovnis. Mas sabe-se que a criançada – não apenas esta – sempre gostou de submarinos e outros brinquedos caros para se entreter. E que já no tempo do outro Cavaco Silva, do que foi primeiro-ministro, o Independente do Dr. Portas trazia umas “histórias” relacionadas com a Airbus que chegaram a fazer manchete. Admito que os mais novos não saibam, ou não se lembrem disso, e que alguns mais velhos já tenham esquecido, mas é bom recordá-lo, agora que os aviões estão de regresso.
Bem sei que tirando aquelas coisas das despesas de deslocação e das contas da segurança social que um tipo se podia escusar a pagar sem ninguém dar por nada, há quem pense que é só má vontade contra os cavalheiros. Só que são tantos os gatos escondidos entre os lençóis da lavandaria que se esqueceram da cauda de fora, que antevejo a necessidade de se gastar uma verba extra com amaciadores durante a campanha eleitoral.
Ainda não se acabou a lavagem das PPP’s e das privatizações e eis que mais um caso de exemplar transparência conhece a luz do dia. Entretanto, enquanto as catatuas não começam a repetir o que ouviram aos donos, o mexilhão vai pagando os juros dos brilharetes. Isto é, das contrapartidas.

![18319856_Gm73d[1].jpg 18319856_Gm73d[1].jpg](http://0.fotos.web.sapo.io/i/B091199c2/18320373_Cvwes.jpeg)
Ouve-se agora disto, mas logo o ruído da campanha o há-de calar.
Morreu o B.E.S.? Haja mecenas…
Apelam ao empreendedorismo! E em “contrapartida” temos que levar com todo o tipo de empreendedores!
Um ponto que merecia um bom post é a nítida falta de meios e especialistas ,não só de leis que a procuradoria e DCIAP carecem como fundamental, para levar a bom porto, sem prescrições escandalosas como o passado vergonhoso nos mostra. E não digam que a cise economica determina porque todos sabemos que o que determina é a falta de vontade do poder politico. Basta ver a enormidade de gente(secretarios de estado e dos ministerios, ministros, 1º,p. e v.camaras, banqueios e outros) para advinharmos que se metade desses pagassem as indemnizações e lhes fossem confiscados os bens fraudalentamente adquiridos , ainda se ganhava muito dinheiro.