«Temos um país com vários grupos étnicos, com várias sensibilidades políticas e se cada um for para a rua e pegar em alguma coisa? É verdade que vamos aceitar algumas manifestações, mas temos que ter o cuidado de que isso não descambe.» São palavras do ministro angolano Georges Chicoti, de visita a Portugal, a propósito da recente manifestação de alguns jovens em Luanda que foram cercados pela polícia, detidos, identificados e levados a tribunal.
Para Chicoti, há que «consolidar a democracia» e reconhecer que existem «possibilidades para todos os cidadãos apresentarem as suas opiniões»; estão previstas eleições no próximo ano e «os partidos políticos terão direito a participar nessas eleições». Convenhamos que esta condescendência em tom paternalista do ministro das Relações Exteriores é capaz de não traduzir completamente as relações interiores em Angola.
“Um país com várias sensibilidades políticas”? Todo o cuidado é pouco. Onde é que já se viu uma democracia assim, não é?

Sim, sim, sim. Muito cuidado com isto. Com muito menos, já houve países que acabaram em eleições livres.
É verdade. Alguns até começaram a fumar.
Eleições? Só se forem legislativas, porque as presidenciais ficaram pelo meio já lá vão quase 20 anos e, por consequência, há um ditador a presidir a uma democracia: coisa estranha!
Parece que agora «os partidos políticos terão direito a participar nessas eleições»!
Eleições? Ena, que luxo!
Andam a perder tempo com picuices, é o que é.
Tss tss… João, esta aqui só a chicoti 😉
Chicoti p’ra cima deles!
Realmente há que ter em conta a diversidade étnica existente em Angola. Aliás em todo o continente africano. Ora se fosse um europeu, quiçá português a falar da diversidade étnica, seria apelidado de racista. Sendo um negro a falar de outro negro, é o que se apelida de africanismo? Se um negro escravizar outro negro, é cultural, correto? Se um negro matar outro negro, é ancestral, correto? Ora, se desde 1975 Angola espera que a democracia se desenvolva, são um bocado lentos a entender a questão….Para o ministro angolano, cuspir em cima do seu povo, é uma questão de entendimento democrático angolano. Onde já se viu um negro do sul, ser melhor que um negro do norte? Isto visto por um negro, é democrático. Visto por um europeu, é racismo. Tá bem, matem-se à vontade. É democrático. Culpem o vosso ancestralismo, ou melhor a vossa burrice. Sim, são burros e estão bem representados, senhor Ministro. Ah, sou negra. E democrática, pois deixo que entre em minha casa e diga barbaridades.
Ora bem.