No início de Julho lançámos aqui no DELITO mais uma série colectiva sob o título genérico Delitos poéticos. Uma série destinada a divulgar, todos os dias, um poema escolhido por cada um dos autores do nosso blogue acompanhado por um quadro, uma gravura ou uma fotografia a ele associado de alguma forma.
A primeira ronda desta série ficou assinalada aqui. Ontem fechámos a segunda ronda, com estes poemas:
«Engordei 43kg», de Adília Lopes. Escolha da Francisca Prieto.
«Há uma gramática aberta», de Nuno Júdice. Escolha da Patrícia Reis.
Casa branca, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Escolha da Teresa Ribeiro.
Ao fim, de Amalia Bautista, tradução de Joaquim Manuel Magalhães. Escolha do José Navarro de Andrade.
Nas ervas, de Eugénio de Andrade. Escolha da Helena Sacadura Cabral.
Poema para Galileu, de António Gedeão. Escolha minha.
Impossível regresso, de Jorge de Sena. Escolha da Ana Vidal.
«De sob o cômoro quadrangular», de Camilo Pessanha. Escolha do Sérgio de Almeida Correia.
O ofício da poesia, de José Alberto Marques. Escolha do Rui Herbon.
From whom the bell tolls, de John Donne. Escolha do Luís Menezes Leitão.

E neste “final” eu não resisto:
“…Entonces llega el conocimiento, y allá dentro en el nudo del hombre,
si todavía existe un centro que tiene nombre y que yo no quiero mencionar;
si aún persiste y exige y golpea imperiosamente, porque nadie quiere morir,
puedes sonreír de buena gana, y burlarte, y mirándolo con desdén quiere morir,
decir con voz muy baja, de modo que todo el mundo te oiga:
«Amigo…: todo está consumado»….”
obrigado ao V.Aleixandre. Abraço
Seja bem aparecido, caro Fernando. E ainda mais por vir tão bem acompanhado, pela poesia do grande Vincente Aleixandre.
Um abraço.
E eu também não resisto:
“Os gatos resguardam-se da chuva.
Alguém diz o teu nome à janela,
olhando as aves que partem para o sul.
Há uma memória embaciada de outro outono,
cinzas no pátio,
o cheiro de alguma coisa que morre, mas não dói.”
Maria do Rosário Pedreira
Poesia Reunida (Quetzal)
Página 73.
Mas poderia ter escolhido qualquer poema deste livro…
🙂
Antonieta
Muito bem, Antonieta. Gosto muito desta poetisa. E também gosto da palavra poetisa, que alguma “correcção política” pretende arrumar no sótão, vá lá saber-se porquê.