(George Chinnery, Macao Buildings on the Praia Grande)
De sob o cômoro quadrangular
Da terra fresca que me há-de inumar,
E depois de já muito ter chovido,
Quando a erva alastrar com o olvido,
Ainda, amigo, o mesmo meu olhar
Há-de ir humilde, atravessando o mar,
Envolver-te de preito enternecido,
Como o de um pobre cão agradecido.
(Camilo Pessanha)

Já faltava o grande Camilo Pessanha nesta antologia do DELITO. Fizeste bem em trazê-lo cá, Sérgio. E muito bem ilustrada por uma aguarela de George Chinnery.
Os esquecidos devem sempre ser lembrados.