(Instalação de Rebeca Horn)
IMPOSSÍVEL REGRESSO
Quando no fim
aquele tema torna, não é para encerrar
num círculo fechado uma odisseia em teclas,
mas para colocar-nos perante a lucidez
de que não há regresso após tanta invenção.
Jorge de Sena, “Bach:Variações Goldberg”, ARTE DE MÙSICA
(Glenn Gould – Goldberg Variations var.26-30 & Aria Da Capo)


Acho que vou imprimir e esborrachar o teu delito na cara de uma amiga a propósito de um pequeno desencontro de ideias sobre poesia de há dias. Excelente, Ana!
Fernando, faltava o poema no post! Já emendei, agora está completo. Espero que não tenhas de te desdizer… 🙂
Não tenho nada a desdizer, pelo contrário; só tenho é a agradecer também ao Jorge de Sena.
🙂
Registo mais uma sintonia entre nós, Ana: o gosto pela obra de Jorge de Sena, esse escritor tão incompreendido por ter sempre recusado integrar-se numa trincheira e escrever só a partir dela.
Verdade, Pedro, também gosto muito da obra de Jorge de Sena.
A liberdade tem muitas vezes um preço altíssimo, mas penso que vale sempre a pena.
Vi um piano parecido com este, há uns anos, na Tate Modern, também pendurado do tecto. De quando em quando abria-se, as teclas saíam, tocava… era bom.
Este, se não me engano, esteve exposto em Serralves. E não tocava…