Delitos poéticos (31)


Ana Vidal,

 

(Instalação de Rebeca Horn)

 

IMPOSSÍVEL REGRESSO

 

Quando no fim
aquele tema torna, não é para encerrar
num círculo fechado uma odisseia em teclas,
mas para colocar-nos perante a lucidez
de que não há regresso após tanta invenção.

Jorge de Sena, “Bach:Variações Goldberg”, ARTE DE MÙSICA

 

 

(Glenn Gould – Goldberg Variations var.26-30 & Aria Da Capo)

8 comentários em “Delitos poéticos (31)”

          1. Registo mais uma sintonia entre nós, Ana: o gosto pela obra de Jorge de Sena, esse escritor tão incompreendido por ter sempre recusado integrar-se numa trincheira e escrever só a partir dela.

          2. Verdade, Pedro, também gosto muito da obra de Jorge de Sena.
            A liberdade tem muitas vezes um preço altíssimo, mas penso que vale sempre a pena.

  1. Vi um piano parecido com este, há uns anos, na Tate Modern, também pendurado do tecto. De quando em quando abria-se, as teclas saíam, tocava… era bom.

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