Delitos Poéticos (17)


joaomsandre,

O Sorriso

 

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade

Um comentário em “Delitos Poéticos (17)”

  1. Gosto muito do Eugénio de Andrade e tenho um carinho especial por este pequeno grande poema.
    Só posso agradecer com um sorriso.
    🙂 Antonieta

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