
Ana Margarida Craveiro: «A nossa relação com Angola cada vez mais me incomoda. Esta dependência não faz bem a ninguém, por muito que nos ajude no curto-prazo.»
João Campos: «Parece que corre para aí uma petição para “obrigar” Cavaco Silva a abandonar o cargo de Presidente da República. Compreendo perfeitamente que não gostem do homem, mas ocorre-me perguntar às milhares de almas que já assinaram a coisa: onde estavam em Janeiro de 2011, quando decorreram as eleições presidenciais? Levantaram todas o rabiosque do sofá e foram exercer o direito de voto, ou ficaram refastelados no sofá com o aquecedor ligado, pois era Inverno, fazia muito frio lá fora e até estava a dar um bom filme na televisão?»
Luís M. Jorge: «A RTP e o ministro dos Assuntos Parlamentares não podem refugiar-se no silêncio ou na alusão sonsa ao foro editorial dos serviçais. Por menos que isto, a anterior oposição fez manifestações contra Sócrates. Espero agora o mesmo ardor na defesa da liberdade.»
Rui Rocha: «O erro é condição essencial de homens e mulheres. A presença prolongada no poder corrompe e aumenta a probabilidade do erro. Às naturais limitações humanas deve corresponder um poder limitado pelo tempo e pelo poder de homens e mulheres, iguais no erro e na dignidade, o renovarem ou fazerem cessar. Lamentavelmente, não acredito no Príncipe Perfeito. Nunca me esqueço que quem envenenou a Branca de Neve foi a Rainha Má. E sempre me pareceu que o papel mais importante na história era o dos anões.»
Teresa Ribeiro: «Três horas para me espreitar a garganta. Da receita constava paracetamol entre outras drogas que dispensam prescrição médica, o que aumentou ainda mais a minha frustração. Nem para aviar aquela receita eu precisava de ter passado pela consulta. Enfim, mas tinha sido vista por uma médica, isso ninguém podia negar. Ela viu-me e eu vi-a. Em Portugal “ver doentes” é uma expressão que pode ser tomada à letra.»
