
João Carvalho: «Como o Natal espreita, aproveito a deslocação forçada para passar a quadra no velho Porto. Só não prometo aparecer aqui com regularidade. Pode ser que sim, mas não é garantido e sei que me perdoam se não conseguir grande assiduidade.»
Rui Rocha: «Não te imagino, Cesária, estrela, no céu, sempre a brilhar. Esse é o próprio lugar dos que sonhavam ou se faziam sonhar. Dos que pedem a contemplação que nunca soubeste reclamar. O teu não. Vejo-te, Cesária, estrela sim, mas estrela-do-mar. No vai e vem das vagas, das profundezas diurnas até à rebentação na mansa e morna madrugada de veludo, ali sempre descalça, das areias do teu lugar Mindelo, ali sempre a fumar.»
