DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Pelo que tenho visto nos programas “No reservations”, só posso classificar Anthony Bourdain – em termos gastronómicos, pelo menos – como um perfeito alarve. Onde está a sensibilidade, o requinte ou a expertise que fazem um bom gourmet, em alguém que literalmente se entope de gorduras e cervejas até ao limite, como se isso fosse saber apreciar comida? E no entanto o homem virou inexplicavelmente um guru, uma figura que todos querem conhecer por onde passa. Poucos são os que se atrevem a contradizê-lo, o mundo presta-lhe vassalagem.»

 

José Gomes André: «Pode a Europa caminhar para um governo nacional centralizado? Pode. Mas nesse momento deixará de ser “federal” para se tornar “unitária” ou “jacobina”. Infelizmente, de tanto vilipendiarem o “verdadeiro” federalismo, os nacionalistas e os “soberanistas” estão a acabar por promover o pior de uma “terceira via”: um centralismo mal amanhado, anti-democrático e perigoso, sobretudo se alicerçado no Directório franco-alemão.»

 

Luís M. Jorge: «Se estivermos suficientemente perto de uns e suficientemente distantes de outros nenhuma agressão é condenável.»

 

Luís Menezes Leitão: «Uma das razões evidentes para estarmos a assistir ao descalabro da União Europeia reside no total apagamento da Comissão Europeia e do seu Presidente Durão Barroso.»

 

Rui Rocha: «Autoridades marroquinas temem imigração maciça de cidadãos da Zona Euro.»

 

Eu: «Kennedy foi um precursor em vários domínios. Estava 20 anos à frente da maioria dos políticos do seu tempo. Foi ele que pela primeira vez compreendeu a importância da televisão — ao ponto de se ter inscrito em 1959 num curso da CBS destinado a dominar as técnicas televisivas. Foi também o primeiro presidente a conceder conferências de imprensa regulares na Casa Branca e a responder em directo aos repórteres da TV. Deu um toque majestático à presidência com os banquetes de Estado aos visitantes, inspirado na recepção de que foi alvo no Palácio de Buckingham em Junho de 1961. (…) Transformou os assessores da Casa Branca em decisores políticos, instituindo o cargo de conselheiro da Segurança Nacional, mais importante do que muitos postos no Governo.»

3 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. nesse momento [a Europa] deixará de ser “federal” para se tornar “unitária” ou “jacobina”

    O que é que um Estado unitário tem de “jacobino”? Não entendo.

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