
João Campos: «A confirmar-se, claro – com a CP, nunca é de fiar -, esta é uma excelente notícia: [Intercidades Lisboa-Faro] Novas paragens em Ermidas do Sado e Santa Clara. Já era tempo de o concelho de Odemira ter uma ligação à rede do Intercidades.»
João Carvalho: «Jardim, na senda habitual do défice democrático que plantou e senhor de conhecidos tiques absolutistas nas duas ilhas onde reina, promoveu desta vez uma trapaça: dono dos dados e das cartas do jogo, alterou as regras do jogo e ainda foi a jogo. Ganhou, claro. Falta agora confirmar que Portugal é um Estado de direito com um regime democrático constitucionalmente consagrado. Não sei se vai caber ao Tribunal Constitucional, não sei se vai ser preciso alguém apresentar queixa e não sei se Jardim vai espumar pela boca. Nem quero saber.»
Laura Ramos: «Para viver de sonhos chegaram-me as últimas legislaturas. Eis no que deu. Eis quem pagou.»
Leonor Barros: «Em Março último, Cavaco Silva afirmava que havia limites para os sacríficios exigidos aos portugueses. Além dos limites aos sacríficios devia haver limites à paciência dos portugueses e ainda limites à distinta lata do primeiro-ministro. E depois querem convencer-nos de que não há alternativa à austeridade. Esqueceram-se de um adjectivo possessivo de extrema importância. Não há alternativa à nossa austeridade, já que a vossa, senhores governantes, vai continuando a ser uma miragem. Tenham vergonha.»
Luís M. Jorge: «Vale a pena recordarmos que nem Sócrates, nem os amigos de Sócrates, nem os jornalistas e colunistas de Sócrates, nem os abrantes de Sócrates se atreveram a pôr alguma vez em causa a legitimidade de uma greve. Podem ter insultado os grevistas com a panache do costume, mas não discutiram direitos fundamentais. E essa pequena diferença revela-nos muito do que em breve teremos de enfrentar.»
Luís Menezes Leitão: «Mário Soares constitui seguramente a figura mais emblemática do regime saído do 25 de Abril. É por isso com tristeza que o vejo associar-se a uma iniciativa tão absurda como a deste manifesto. Estou totalmente em desacordo com a política financeira de Vítor Gaspar e aposto singelo contra dobrado que daqui a dois anos o país vai estar ainda pior do que está hoje. No entanto, a oposição pressupõe a afirmação de alternativas, não bastando a apresentação de um texto mal escrito, em estilo de redacção escolar, sem uma mínima proposta consistente.»
Rui Rocha: «Nada incomoda mais do que os comentários que procuram sublinhar o incómodo e a inutilidade das greves. Estas são um direito que tem como único critério a vontade dos trabalhadores. É assim que as devemos encarar. Numa sociedade adulta, respeita-se sem adversativas o direito à greve e o correspondente direito à não greve. Depois, fazem greve os que entendem fazer, sofrem-nas os que devem sofrer e tiram-se as conclusões pertinentes. São os custos de viver em sociedade. Convenhamos, há por aí outros bem piores. Nunca fiz greve, nem tenciono fazer nos próximos tempos. Mas, no dia em que decidir fazer, não aceitarei que condicionem o meu direito a partir de um critério de utilidade ou do incómodo que pode causar.»
Eu: «O órgão central do PCP subscreve a posição oficial da ditadura síria, copiando as posições pró-Kadhafi que assumiu sem sombra de pudor nos meses que antecederam a queda da ditadura líbia. Em vez de criticar o tirano, contesta aqueles que ousam levantar-se contra ele, denunciando supostas milícias responsáveis por “actos considerados terroristas em qualquer parte do mundo, como ataques a esquadras e instalações do exército”. Uma vez mais, coloca-se ao lado de quem reprime e levanta a voz contra os reprimidos. Azar das Catarinas Eufémias sírias: elas jamais contarão com a solidariedade do PCP.»

Já era tempo de o concelho de Odemira ter uma ligação à rede do Intercidades.
Mal estaríamos se todos os concelhos do país por onde passam comboios Intercidades tivessem que ter uma paragem desses comboios no concelho.
Os comboios Intercidades não são, por definição, comboios Regionais.