DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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André Couto: «Há poucas décadas o Benfica jogava apenas com portugueses e foi assim que conquistou o que de mais precioso tem no Museu do Clube. Assim se formaram ao longo de décadas dezenas de históricos que hoje alimentam as ilusões e os sonhos, a alma e a mística. Continuando desta forma em breve restará uma amálgama de nada, um clube com uma história longínqua e identidade desconhecida.»

 

Ana Vidal: «Ontem foi um dia especial para os delinquentes. Com ordem de soltura para um passeio no pátio para desentorpecer as pernas, respirar o ar puro e morno de uma bela noite de Verão lisboeta, e também – ou não fosse o delito a opinião – conspirar e delinear estratégias futuras de fuga ou de motim, ou ainda de manobras de diversão para iludir a guarda armada da blogosfera.»

 

João Carvalho: «Vivemos num país de palavras perdidas, em que muita gente gasta muito tempo a falar muitas palavras para dizer coisa nenhuma. A política encarrega-se de provar todos os dias aquilo a que me refiro.»

 

Eu: Tomás Vasques fala-nos de tudo isto em páginas impressionantes – inesquecível, por exemplo, o capítulo em que o general e Fidel se encontram. A [Arnaldo] Ochoa, trágica figura de revolucionário convertido em personagem romanesca, aplicam-se bem os versos de Heberto Padilla, outro cubano que pecou por dissidência: “Muerte, / no te conoszco, / quieren cubrir mi patria / con tu nombre.”

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. Secretário de Estado disse desconhecer “a existência de qualquer incompatibilidade neste domínio”. Também não tinha conhecimento da “celebração de tais contratos”.

    https://eco.sapo.pt/2019/07/30/filho-de-secretario-de-estado-da-protecao-civil-fez-contratos-com-o-estado/

    “Vergonha não te conheço/quero cobrir pela cobiça/ a pátria.”

    Sem qualquer compromisso com a concretização dos direitos fundamentais, com o resultado das eleições, com os limites ao exercício do poder ou com a participação popular na tomada de decisões, pergunta a minha curiosidade: a que distância estamos do fascismo?

    Ai democracia, quantos Majestáticos democratas, Barões da liberdade, Caudilhos do negócio nos tomam pelo teu nome?

    Hás-de Viver Uma Vez Mais, em nome do Homem Novo, que estes nos desaprendem de andar.

    https://youtu.be/CtbHEzq3NFg

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