DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Cláudia Köver: «Lykke Li foi uma das descobertas que me levaram a começar esta playlist. Na realidade foi uma dica que me deram em Berlim e que gentilmente passaram para o meu computador. Lykke Li é o nome artístico da cantora sueca Timotej Zachrisson (vá se lá saber porque não usa este nome). Deixo-vos com “I’m good, I’m gone” mas recomendo a mesma música em versão “Black Cab Sessions” – músicas gravas num táxi, absolutamente fantásticas.»

 

João Campos: «Não estou a ler este livro. Na verdade, já o li há alguns dias, mas como a alternativa seria, uma vez mais, escrever sobre um livro de ficção científica, opto antes por a banda desenhada. Melhor ainda: para a banda desenhada em Português de Portugal (o bom e velho). Falo do álbum As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II – Apocalipse, escrito por Filipe Melo, desenhado pelo argentino Juan Cavia e colorido pelo também argentino Santiago Villa.»

 

João Carvalho: «Deixo amanhã o meu Porto-natal e regresso finalmente à minha morada açoriana dos últimos anos. A ligação aérea que vou fazer irá ocupar-me uma boa parte do dia, até à noitinha. Além disso, depois de amanhã estarei de volta às funções que interrompi em Fevereiro passado.»

 

Luís M. Jorge: «Conheci o Miguel Pires há uns vinte anos, quando ele talvez (talvez) bebesse Esteva e talvez (talvez) ainda gostasse de bacalhau com broa. Mas as origens de um gastrónomo devem ser envolvidas num certo mistério, e tratadas com uma amnésia muito selectiva sem a qual se desvanecem as oportunidades para o chantagearmos. Bastaram duas décadas para que esta figura hoje olímpica, hoje rodeada de perfumes éclatantes, que trata por pá os grandes da alta cozinha internacional nos templos adornados com três estrelas Michelin de Tóquio a Copenhaga (não exagero) produzisse, enfim, um livro.»

 

Luís Menezes Leitão: «Tenho idade suficiente para me lembrar do PREC e devo dizer que todos os dias me parece assistir ao regresso de Vasco Gonçalves. Decretam-se dias de trabalho para a Nação, inventam-se classes privilegiadas como pretensas inimigas do povo, confiscam-se os seus rendimentos, e agora até se começa a falar em nacionalizar os bancos. E dizem alguns que este Governo é liberal. Infelizmente não consigo encontrar nenhum laivo de liberalismo nas medidas que estão a ser decretadas, parecendo-me antes de puro socialismo.»

 

Rui Rocha: «Subitamente, todavia, a harmonia foi definitivamente abalada quando, numa operação rotineira de lavagem de mãos, encarei o espelho e, oh tragédia!, oh desgraça!, oh memorando da troika na parte que diz respeito à Banca!, o vi ali, mesmo por cima da orelha esquerda. O primeiro cabelo branco! O impulso foi, naturalmente, para o arrancar sem piedade.»

 

Teresa Ribeiro: «”Nada como o amor dos animais”, pensou, ao ouvi-la ronronar. Como se tivesse lido os seus pensamentos a bichana olha-o com doçura e delicadamente acomoda-se no colo desfrutando o calor que dele emana. Se falasse, dir-lhe-ia que também ele, que agora a observava embevecido a lavar as patas, era fácil de satisfazer. Sim, o amor dele por ela também era perfeito.»

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