DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Extraordinário discurso do Adolfo Mesquita Nunes, na Assembleia da República, no encerramento das comemorações do centenário da República. Estás a habituar-nos mal, Adolfo.»

 

José António Abreu: «Há mulheres que fazem um homem pensar imediatamente em sexo; há as que geram primeiro instintos de protecção e só depois vontade de sexo – eventualmente misturada com uma pitada de vergonha; e há aquelas que não suscitam um segundo olhar.»

 

José Maria Gui Pimentel: «Sigo há uns anos (ou seguia, até há uns meses) o programa Contraditório da Antena 1, starring Ana Sá Lopes, Carlos Magno e Luís Delgado. Achava-o inicialmente razoavelmente arejado, que nos brindava com opiniões válidas e, sobretudo, diferentes, fazendo jus ao seu nome. Porém, com o tempo, os intervenientes – porventura fruto da endogamia intelectual criada pelo programa – foram convergindo nas suas opiniões e (consequentemente) perdendo qualquer sentido crítico em relação às suas posições. O resultado disto é quase uma hora semanal de conversa entediante (ou, opostamente, profundamente irritante), em que as intervenções de cada um começam quase invariavelmente com uma qualquer vulgaridade, evoluindo, na ausência de contraditório e na resultante crescente autoconfiança do opinador, para as maiores baboseiras.»

 

Rui Rocha: «Na desgraçada situação em que nos encontramos qualquer crítica deve ser rigorosamente fundamentada. Não se pode exigir menos do que isso a António José Seguro na qualidade de líder do maior partido da oposição. E a Cavaco Silva, a Mário Soares e a todos os outros que já vieram pronunciar-se sobre a questão. É que, para além de tudo o mais, sabemos muito bem como aqui chegámos. E quem nos trouxe até aqui.»

 

Teresa Ribeiro: «Tenho mulher, filhos, netos e uma prima que foi despejada e agora também se foi lá enfiar. Ao todo somos dez.»

 

Eu: «Kadhafi terá sid morto na captura, ao contrário do que indicavam as primeiras notícias. Confirma-se o adágio, velho como o mundo: quem com ferro mata, com ferro morre.»

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