
José Gomes André: «Cartas de Iwo Jima não é uma obra acerca da batalha de que se fala no título, mas sim um filme sobre uma série de homens condenados à morte num local remoto e inóspito – constituindo por isso um poderoso exercício metafísico acerca do que significa estar na guerra, esse diálogo próximo com a morte, o desespero e a solidão.»
Paulo Gorjão: «Joana Amaral Dias poderia ter sido convidada pelo PS, recusar o convite e encerrar o assunto em privado e em silêncio. Entendeu, por razões que não interessa para o caso, comunicar o sucedido a Francisco Louçã. Este, por sua vez, poderia ter ficado a saber do sucedido e nada dizer em público. Entendeu, todavia, criar um caso político. E é aqui que o caso se torna interessante: por que motivo Louçã decidiu amplificar e dar um impacto político ao convite?»
Eu: «Andava eu há tanto tempo ansioso por saber quais seriam as prioridades eleitorais de José Sócrates, depois de uma governação de quatro anos e meio em grande parte falhada, e eis que me salta ao caminho, bem vistosa, a manchete de hoje do Jornal de Notícias: PS dá prioridade a políticas sociais. Fiquei finalmente elucidado, embora de pé atrás. É que, tratando-se de Sócrates, toda a precaução é pouca para separar o trigo (a realidade) do joio (a propaganda).»
