DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Cláudia Vicente: «Em chegando o fresco, divisa-se ampla oportunidade para preenchimento (ou deflexão da atenção) do que os mais ortodoxos designam por lacuna gravatal: há espaço para toda a sorte de lenços, cachecóis, coletes, casacos, camisolas, etc. Esta é, seguramente, em termos de estilo, das estações em que os homens têm mais margem de expressão. Mais uma razão para o Outono ser das minhas alturas favoritas do ano.»

 

Ana Vidal: «Quase a chegar às livrarias o meu livro “A poesia é para comer” (hei-de falar dele aqui um dia destes, com mais calma), ando especialmente sensível a um tema que desde sempre me apaixonou: a gastronomia. Por isso escolhi para destaque da semana o novo blogue da jornalista Alexandra Prado Coelho, para vosso – e meu – deleite. Há de tudo um pouco, desde dicas preciosas sobre eventos culinários a bons artigos, algumas (poucas) receitas e muitas notícias interessantes para quem se interessa pela boa mesa.»

 

José António Abreu: «Começa a ser difícil encontrar livros publicados recentemente em que não tenha sido usada a grafia do novo (enfim, novo…) acordo ortográfico. Custa-me particularmente que algumas das minhas editoras favoritas o tenham por fim adoptado. Apesar de saber que o fizeram, verifico os livros que publicam como se fosse crível terem entretanto mudado de ideias. Por vezes folheio o mesmo livro em diferentes livrarias, na esperança irracional de me ter enganado antes ou de alguns exemplares – e bastar-me-ia um – terem conseguido escapar às novas regras (mas os livros são afinal muito conformistas). Ou talvez o faça não por ter esperança mas exactamente pelo contrário – para vencer a descrença e confirmar a separação, esta nova e surpreendente incompatibilidade que se estabeleceu entre mim e os livros.»

 

Teresa Ribeiro: «Faz-se campanha na televisão do grupo, põe-se o público a salivar – de facto, aquela colecção de filmes do Clint Eastwood a preço de saldo é uma tentação – e depois nas bancas nem vê-los. Shame on you, Mr. Balsas. Sei que está a precisar desesperadamente de incrementar os seus negócios, mas isto não se faz.»

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