
João Campos: «Gosto muito de uma bela sardinha assada, mas não posso deixar de subscrever isto.»
João Carvalho: «É angolana e acaba de ser coroada Miss Universo. Leila Lopes vai andar um ano a correr país atrás de país na defesa de causas muito tocantes, conforme a agenda habitual que lhe está destinada. Que tal se algumas dessas causas fossem as do povo angolano e dos jovens manifestantes de Luanda que são cercados pela polícia e levados a julgamento?»
José Maria Gui Pimentel: «A realidade mais interessante na China actual é a emergência de uma nova classe média, e sobretudo o ritmo a que ela se vai estabelecendo, não apenas nas grandes cidades mas também nas cidades de segunda linha. Este fenómeno acarreta efeitos curiosos, como a construção de um fosso evidente entre os pais, ainda presos à China tradicional, e os filhos, nos quais se observa claramente já o culto da individualidade, característica distintiva das sociedades capitalistas. A esta diferenciação individual junta-se um evidente fascínio pela cultura ocidental, muito particularmente pela cultura americana.»
Luís M. Jorge: «Depois das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa e das Sete Maravilhas da Gastronomia, para quando as Sete Maravilhas da Literatura, reconhecendo os escritores que transportam as nossas palavras para além da Taprobana? Não é todos os dias que temos o privilégio de escolher entre os lusíadas de Camões e os lusíadas do Gonçalo Tavares, ou de integrar o Equador e o Codex 632 no cânone do Ocidente. Além disso, o Malato gosta muito de ler.»
Luís Menezes Leitão: «Se a constituição for revista apenas porque a Senhora Merkel e o Senhor Sarkozy assim o pediram, esta legislatura ficará na história como aquela em que os deputados reviram a constituição do país a mando de governantes estrangeiros. (…) Um país que se dispõe a rever a sua constituição apenas porque um governante estrangeiro o pediu, não pode depois estranhar que a seguir também lhe mandem pôr a bandeira a meia-haste.»
Rui Rocha: «É fundamental, também a este propósito, que o actual Ministro da Educação seja consequente, ao nível dos actos, com a exigência que refere nas suas palavras. A alienação estatística, nesta e noutras matérias, por ter como consequência uma realidade grosseiramente falseada, tem custos. E estes são sempre pagos pelo país e, sobretudo, por aqueles que têm menos recursos.»
Teresa Ribeiro: «Já experimentaram jantar de olhos vendados, deixar o paladar às cegas, submetê-lo a uma radical prova de fogo? Se a ementa estiver à altura do desafio, imaginem como será intensa essa festa de sabores. Dia 17, no Alto do Parque Eduardo VII, poderão desfrutar deste jantar inesquecível, com hora marcada para as 20.30h.»
