
Ana Vidal: «Uma história de vida comovente, a destes Romeu e Julieta da Guarda que não desistem do seu amor nem mesmo sessenta anos depois. Primeiro os pais dela, depois os filhos, alguém os impediu sempre de estarem juntos e de viverem a vida como a sonharam. Apesar de tudo, as linhas que traçaram o drama ainda estão bem evidentes: a beleza dela, o brilho nos olhos dele. Para meditarmos até que ponto temos o direito de interferir na vida dos outros.»
João Carvalho: «Nem é preciso esperar pelo encerramento: o congresso do PS recheou de vulgaridades e lugares-comuns o pavilhão de Braga, o que corresponde exactamente ao que podia esperar-se. Menos esperada, porém, foi a incapacidade para o partido assumir o lamentável estado em que deixou o País ao fim de seis anos de governação, preferindo descobrir todos os defeitos e mais alguns num Governo que ainda não leva cem dias de trabalho.»
Luís M. Jorge: «Hoje conhecemos bem as circunstâncias em que foi codificada a Solução Final na Conferência de Wannsee. A reconstituição do planeamento do 11 de Setembro, a cargo Khalid Sheikh Mohammed, não seria menos interessante. Impressiona o contraste entre a singeleza da ideia e a complexidade da execução.»
Patrícia Reis: «Há dez anos o terror mudou de significado. A Egoísta fez um tributo a NY e recebeu uma série de prémios. Numa das páginas, o meu filho mais velho, então com cinco anos, substituiu o texto do MEC que nunca chegou. As perguntas eram: – Mãe, sabes que a América foi atacada? – Mãe, não é a América que ataca sempre? – Mãe, ainda há pessoas na América? Dez anos se passaram. Hoje, o meu filho, já não mora aqui e continua a fazer perguntas.»
Teresa Ribeiro: «Já experimentaram fazer tai chi? Para os estreantes e convertidos vai haver uma sessão no dia 17, entre as 17h e as 18h, no jardim Amália Rodrigues, no alto do Parque Eduardo VII. A entrada é livre.»
