
Adolfo Mesquita Nunes: «Já por aqui falei da minha capacidade de chegar pontualmente ao local combinado: nem antes, nem depois, mas à hora marcada. Trocava de bom grado essa capacidade, que tenho de sobra, pelo talento, que me falta, de chegar pontualmente às pessoas: nem antes, nem depois, mas no momento certo.»
João Carvalho: «Deverão ser feitas mais detenções nas redondezas das ruas onde tiverem sido feitas as detenções daqueles que apoiavam na rua do tribunal os jovens que protestavam contra a detenção dos outros jovens detidos no sábado e que estão a ser julgados. É até provável que venha a haver detenções em casas junto a essas ruas onde tiverem sido feitas as detenções daqueles que apoiavam na rua do tribunal os jovens que protestavam contra a detenção dos outros jovens detidos no sábado e que estão a ser julgados. E assim por diante, nesse desenvolvimento imparável da democracia angolana.»
José António Abreu: «Nós acreditamos que a amizade (ou aquilo que lhe faz as vezes) é importante na política por estarmos habituados a que seja importante para tudo. Por estarmos habituados a que, neste rectangulozinho deprimido e tantas vezes deprimente, as coisas se resolvam (e a formulação é propositada, já que resolver é especialidade da casa enquanto prever e planear são verbos remetidos a utilização retórica) através da relação pessoal (do favorzinho, do jeitinho, da cunha) e não da competência nem da assumpção de responsabilidades. Já era tempo de crescermos.»
Laura Ramos: «Não há monopólio moral de pecados na privada, nem monopólo de virtudes na medicina pública. Muitos profissionais acumulam, e acumulam, eticamente, muito bem.»
Luís Menezes Leitão: «Existe inúmera duplicação de serviços devido à distribuição das competências por vários ministérios. Dou o exemplo do Instituto Nacional da Construção e do Imobiliário e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, que tratam claramente de assuntos afins, mas estão distribuídos por ministérios diferentes. Em qualquer caso, a lista é um bom contributo para se começar a fazer o que há muito já deveria estar feito. O país que está exangue com os impostos não pode ver adiados os cortes na despesa do Estado.»
Teresa Ribeiro: «E que tal deixar os miúdos pintar com chocolate telas de bolacha?»
Eu: «É uma sensação curiosa, ter dois amigos como presidentes da República em países lusófonos. (…) Um abraço amigo, Jorge [Carlos Fonseca]. Desejo-te as maiores felicidades no teu novo cargo. Tenho a certeza antecipada de que confirmarás as expectativas que os eleitores cabo-verdianos acabam de depositar em ti.»
