DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ivone Mendes da Silva: «Vi agora que a RTP 1 vai passar Ma nuit chez Maude às duas e meia da manhã.  Será um serviço público de acompanhamento aos insones ou, após alguns estudos, chegaram à conclusão de que os rohmerianos estão acordados a essa hora?»

 

João Campos: «Cavaco Silva defende imposto sobre heranças e doações. Como é bom de ver, faltava ainda esta ideia peregrina para alimentar o monstrengo do Estado. À partida, os bens e valores herdados ou doados já foram sujeitos a vários tipos de impostos – a herança ou a doação consiste apenas na passagens daqueles bens e valores de uma pessoa para outra. Como tal, cobrar impostos nestas matérias parece-me a mim ridículo, para não dizer (mais) um roubo. Claro, isto é só o PR a falar – e tem falado muito e mal, o PR. Falta ainda saber o que pensa o Governo disto. Mas os antecedentes não são nada promissores.»

 

José António Abreu: «No que me diz respeito, evito fazer longas descrições das minhas férias e quase não mostro fotografias. Explico que nem pensar em apresentá-las assim, por seleccionar. Seria demasiado penoso para quem as visse, acrescento. Não resulta. Ninguém parece ouvir-me. Ninguém percebe a mensagem implícita e toda a gente continua a mostrar-me cada uma das centenas de fotos que tirou nas férias e a repreender-me por não mostrar as minhas. Serei a única pessoa não-masoquista no raio do planeta? Decididamente, regressar de férias sucks. Mesmo quando são os outros a fazê-lo.»

 

Leonor Barros: «Em Moscovo não precisamos de subir aos céus para nos deixarmos surpreender. Ao contrário de muitos outros sítios, em Moscovo há que descer às profundezas e adentrar as entranhas da cidade. Lá onde o povo segue as suas vidinhas, iguais a todos as outras, longe da luz e do sol, onde todos podem usufruir da arte e do sublime. E contudo tão assombrosamente belo.»

 

Patrícia Reis: «Sou feliz a mais de setenta por cento. Às vezes vejo aquelas escanzeladas, cheias de coisas de marca, cursos superiores e filhos criados e pergunto-me se serão felizes. Não são de certeza. Pelo menos não são como eu sou. Posso apostar.»

 

Rui Rocha: «Há coisas que são evidjentes. Uma djefesa com o Colga e o Parriço é o melhor ataque. Dja equipa contrária. Cadja canto djos adjversários vale-lhes o mesmo que uma grande penalidjadje. E um ataque com o Djostiga e o Djaló é a melhor djefesa. Djos adjversários. Se o Djomingos, 15 contratações djepois, não tem outras soluções, sugiro-lhe que coloque o Colga e o Parriço no ataque e o Djostiga e o Djaló à djefesa. Pior djo que está agora não fica. Se resultar, é um dgénio. Se falhar, acaba djespedjidjo e a caminho djo Djragão. Nadja que não vá acontecer se insistir na solução actual.»

 

Eu: «Há um sopro bíblico neste singular filme para adultos onde as crianças desempenham um papel central, numa espécie de celebração do triunfo da inocência. Com alusões ao Sermão da Montanha, talvez o mais belo texto de toda a Bíblia.»

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