
João Carvalho: «Não é apenas um dos filmes mais completos que Eastwood assina: Gran Torino é um retrato de vida que podia ser a vida dele mesmo. O clássico e cobiçado Ford Gran Torino de 1972 está lá, claro, clássico e cobiçado bem ao gosto norte-americano; mas não é pelo roncar dos mais-que-muitos cavalos do motor Cobra, pois não passa de mero adorno a servir de pretexto.»
Jorge Assunção: «Por muito fantástica, precisa e objectiva que fosse a estimativa, falamos de uma estimação igual à que, em Abril de 2008, prometia crescimento económico para esse ano de 1,7%. Que, em Julho, revia o valor de crescimento para 1,2%. E, em Novembro, baixava ainda mais a taxa prevista para 0,5%. No final, recorde-se, a economia portuguesa cresceu zero.»
Teresa Ribeiro: «Onde é que eu ponho isto? – apesar de não estar no seu raio de visão ela sabe que a voz vem da cozinha, na outra ponta da casa. Impávida, continua a ler o jornal. Onde é que eu ponho isto? – já sem conseguir ler uma linha, faz-se de surda e espera. Dois minutos depois ele aparece. Braço livre pendente, o outro suspenso com um objecto na mão. Irritada, atira o jornal para o sofá e arranca-lhe o objecto da mão, já a acelerar rumo à cozinha. Ele afasta o jornal, senta-se e pega no comando da televisão.»

Gran Torino, um dos meus filmes de formação.
-We’re having a BBQ.
-Alright, just keep your hands off my dog.
https://youtu.be/so3WZKpx7Uc