
Leonor Barros: «Há mais em Amy do que apenas Amy. Existe um sentimento muito feminino, intemporal e transversal de perda, solidão e rejeição. Quanto de nós não é Amy [Winehouse] também?»
Patrícia Reis: «Cometo erros por falta de tranquilidade. O que é a tranquilidade? O nosso mundo está partido aos pedaços, tem brechas brutais que se agravam a cada hora de um relógio que não nos pertence. Estamos em colisão, em extinção, ameaçados. Relacionar-se-á com amor? Duvido. O amor morre de repente. Quando damos por isso, foi-se. Partiu numa direcção estranha e desconhecida.»
Eu: «Há quem desvalorize os westerns de John Ford, sobretudo os protagonizados por John Wayne. Só pode ser alguém que não ama o cinema ou jamais viu Cavalgada Heróica, Os Dominadores ou O Homem que Matou Liberty Valance – obras-primas de todos os tempos. E que certamente não conhece A Desaparecida, talvez o mais belo filme de sempre. Western? Sem dúvida. Mas muito mais que isso: uma imensa parábola sobre a vida. Wayne, no papel de Ethan Edwards, é o desencantado herói desta película que nos fala de amor e ódio, orgulho e preconceito, vingança e perdão, guerra e paz. Ethan já viu tudo, não esqueceu nada. Defendeu uma bandeira, conheceu a inapelável dor da derrota, aprendeu que a fama é ilusória, tornou-se um cavaleiro sem lema nem destino, convicto apenas da sua própria solidão.»

Sem dúvida. E ainda “My darling Clementine”, “The sun shines bright”, “Cheyenne Autumn”. Os do Howard Hawks também, por exemplo: “The Big Sky” e “Rio Bravo”. Além disso, como se fora por acaso, são todos filmes com fotografia esplendorosa.
Não esquecendo:
Rio Lobo (1970)
Julgava-te Morto mr. Jake ( Big Jake)(1971)