
José António Abreu: «Nenhuma característica física tem este poder, ou pelo menos não o tem eternamente. Degenerescências médicas à parte, ainda que por vezes abalada pelas dificuldades da vida, a funny mind consegue resistir à passagem do tempo. Mais: nas mulheres como nos homens, revela-se extremamente útil para aprender a relativizar os seus efeitos, limitando-os ao plano físico.»
Rui Rocha: «Antes que apareça por aí a brigada do socrático, convém esclarecer que os erros de Passos Coelho não desculpam ou justificam, por um momento que seja, o desastre da governação do dito cujo. E que, se Passos Coelho vier a falhar (coisa que sinceramente não desejo e não percebo como pode alguém desejar), teremos de arranjar outro/a, que jamais será Sócrates, que erre melhor ou que minta com mais respeito.»
Sérgio de Almeida Correia: «Os sinais positivos dados para a opinião pública e que resultaram de uma alteração de hábitos injustificáveis no quadro das nossas finanças públicas – cartões de crédito, utilização de carros oficiais fora do serviço, viagens em executiva para percursos reduzidos, entre outras – , aparecem agora com toda a nitidez como medidas desgarradas e parcelares. A decisão, rídicula, de aumentar a temperatura do ar condicionado e eliminar gravatas porque a ministra é friorenta, será uma delas.»
