
Laura Ramos: «A Câmara Municipal de Lisboa vota hoje a proposta final da reforma administrativa que irá reduzir as actuais 53 freguesias do concelho para apenas 24, propondo novos nomes. Boas novas para um melhor governo da cidade. A nota dissonante? A previsão de um reforço financeiro superior a 40 milhões de euros, como contrapartida da transferência de novas competências para as Juntas de Freguesia. Em Portugal não se consegue reformar sem milhões?»
Rui Rocha: «Pelas alminhas, não nos metam em mais certames, provas desportivas, capitais, exposições ou eventos de âmbito europeu ou mundial nos próximos 20 anos. E, depois disso, que o primeiro a realizar-se seja Portugal – Capital Galáctica do Bom Senso. Até lá, fiquemo-nos pela Feira do Oculto de Vilar de Perdizes.»
Sérgio de Almeida Correia: «De um Presidente da República que se diz de todos os portugueses mas que só sabe condecorar e nomear amigos, acarinhar gente das suas relações e membros do seu partido, fora outros juízos, dir-se-á que tem vistas curtas. Mas não deixa de ser notável que depois da atribuição da condecoração do 10 de Junho, pelos extraordinários serviços que o País ainda espera que ele dê a conhecer, a rifa voltasse a sair à Dr.ª Manuela Ferreira Leite, agora feita chanceler das ordens nacionais em substituição de Mota Amaral.»
Eu: «Eis a quadratura do círculo: com que políticos poderá o projecto europeu ser reconfigurado? Faltam-nos estadistas como Jean Monnet, Robert Schuman, Alcide de Gasperi ou Konrad Adenauer. Mas é precisamente ao exemplo destes visionários que precisamos de regressar. Para aprofundar os mecanismos democráticos, sem os quais a União Europeia está condenada a sucumbir. Para termos uma autêntica Europa dos cidadãos – não a Europa dos tecnocratas, capazes de transformar o sonho da integração num insustentável pesadelo.»
