DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Fernando Sousa: «Por esses anos, Nampula era uma cidade cheia de vendedores ambulantes, que se apinhavam ao domingo junto da igreja ou se espalhavam pelas esquinas de segunda a sábado. Os principais compradores eram, claro, os brancos, na maior parte militares, ou a abastada comunidade indiana. (…) No meio das leguminosas e das figurinhas pretas, alguns ofereciam por poucos escudos saquinhos de suruma – o nome, ali, da canábis, ou cânhamo indiano, ou maconha, se quiserem, um preparado de folhas e flores secas, que, fumado, tem óptimos efeitos de alheamento. Bem; é um estupefaciente.»

 

Laura Ramos: «As Velas Ardem Até Ao Fim, Maray; Cyrano de Bergerac, Rostand; O Amor nos Tempos de Cólera, Márquez; As Palavras, Sartre;  Confissões, Santo Agostinho; A Sombra do Vento, Zafón. [livros da vida de Júlio Machado Vaz.]»

 

Luís M. Jorge: «Chistoso, polémico, escarninho, criativo, sofisticado e desenfreadamente ateu. Os dias da blogosfera seriam um poço sem fundo de afectação pomposa, boas intenções e frases feitas sem o Provas de Contacto. É o blogue da semana.»

 

Teresa Ribeiro: «Afinal estamos mesmo ao nível do lixo. Pelo que se conclui que andamos a viver acima das nossas possibilidades também em número de anos. O nosso grau civilizacional não nos permite o luxo de viver até demasiado tarde.»

 

Eu: «Durante anos, o Campo Pequeno foi uma das zonas mais inóspitas de Lisboa. Um pouco como ainda sucede no Campo Grande, onde aquela que chegou a ser uma das mais populares piscinas da cidade permanece em ruínas, numa vergonhosa acusação à incompetência de sucessivos autarcas alfacinhas. Já para não falar dessa chaga ao ar livre que é o vasto terreno onde funcionou a Feira Popular.»

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