
João Carvalho: «Há algo nesta nova e estranha face do duque de Bragança que começa a assemelhar-se perigosamente com a triste figura do ex-ministro Mendonça: o TGV também não avançava, mas havia sempre grandes avanços…»
Patrícia Reis: «Há um ano fui porque alguém que não era ainda alguém precisava ou eu precisava por ele, não sei. Agora volto e estaremos todos juntos na capelinha de Nossa Senhora do Pilar, padroeira de Espanha, a santa que adorna o nome da minha avó, da minha mãe e o meu. Dizem-me que a minha ideia de consolo pode ser louca, afinal são 540 km para cima e para baixo. Eu preciso de consolo. Deve ser muito exigente não acreditar em nada que nos transcende. É-me difícil de entender também quem se diz uma coisa e depois outra, como se a Fé fosse algo a que basta juntar pó e água.»
Rui Rocha: «Com o novo acordo ortográfico, hemorróida vai deixar de provocar problemas de acento.»
Sérgio de Almeida Correia: «Foi o culminar de mais um dia, de uma semana em que a morte também passou por aqui, ou a sua ameaça, sob a forma de uma miserável notação de uma agência, ensombrando o nosso futuro. Remetendo-nos à condição desprezível de lixo. Ser lixo é uma outra forma de morrer. De cair. Como o pacote de plástico na canção de Chico Buarque, quando desafia as leis da gravidade. Depois as coisas voltam à normalidade. Como sempre. O ciclo recomeça.»

a capelinha de Nossa Senhora do Pilar, padroeira de Espanha
Essa capela fica em Saragoça, na catedral. Mas a Patrícia diz que foi a Santiago…