
Ana Lima: «Numa altura em que o actual presidente e um ex-presidente comentaram a situação da Grécia recorda-se, sem qualquer intenção de concordância ou discordância, o que dizia Eça de Queiroz em 1872.»
João Campos: «Convencionou-se de tal maneira a “ponte” que liga os feriados mais convenientes ao fim-de-semana que, pelos vistos, ideias destas não fazem confusão a ninguém. Enfim, é uma medida para inglês ver – ou melhor, para alemão ver (alguém actualize o ditado, se faz favor). De uma penada, faz-se de conta que quando os feriados calham à terça ou à quinta o Governo é “obrigado” a dar a ponte de segunda ou de sexta, e coloca-se de lado a lógica subjacente ao próprio conceito de feriado. O que não deixa de ser interessante: por um lado, e com esta medida em prática, o Natal passa de facto a ser quando o Homem quiser (desde que queira entre 23 e 27 de Dezembro); por outro, vai ser divertido ver o velho slogan “25 de Abril, sempre!” quando o feriado for encostado a 24 ou a 26.»
José António Abreu: «Ou então, Adolfo, os livros podiam referir logo no início as condições ideais para serem lidos. Como Parece Mesmo o Paraíso, de John Cheever, que folheei numa livraria mas devolvi à estante após ler a primeira frase: «Esta é uma história para se ler na cama, numa casa velha, numa noite de chuva.»
José Maria Gui Pimentel: «Nada na programação da RTP 1 justifica que o canal continue a ser financiado pelos contribuintes (ao contrário do que sucede com a RTP 2).»
Rui Rocha: «José Blanco é o ministro Espanhol do Fomento. Para simplificar, pode dizer-se que é o irresponsável local pelas obras públicas faraónicas e pelas parcerias impúdico-privadas de nuestros hermanos. Mal comparado, um maluquinho dos comboios como o nosso Mendonça. Ao que parece, ficou muito incomodado com a suspensão do TGV. Pelo visto, o ministro Blanco também estava entusiasmado com a possibilidade de utilizar o TGV para ir a banhos na Caparica. É claro que talvez não fosse pior que o ministro Blanco se entretivesse com questões como o número de passageiros de alguns troços do TGV em Espanha.»
Eu: «Faz-nos falta mais gente sábia a escrever em jornais, gente que consiga ultrapassar a espuma dos dias. Gente como Victor Cunha Rego, que partiu demasiado cedo e deixou um lugar insubstituível.
