
José António Abreu: «Foi toda a gente cordata (excepto aquela jornalista que questionou Sócrates sobre os processos judiciais; o respeito esvai-se tão depressa, caramba), Louçã engasgou-se apenas uma vez (nada mau, atenção, para quem teve aqueles resultados), Jerónimo lá conseguiu arranjar maneira de poder reclamar um bom resultado (começo a pensar que não é por acaso que os circos dos países comunistas têm sempre excelentes contorcionistas) e se Passos Coelho pensar bem no assunto talvez conclua que não é pior depender dos deputados do CDS para garantir a maioria absoluta do que seria depender dos deputados do PSD eleitos pela Madeira.»
José Maria Gui Pimentel: «Já repararam que os únicos partidos de direita em Portugal parecem ser o PPV e o PNR? No PSD e no CDS (não falando sequer da Nova Democracia) existe um temor profundo em ser rotulado de partido de direita. Começa pelos nomes de ambos: Partido Social Democrata e Centro Democrático Social dificilmente serão reconhecidos por algum estrangeiro como partidos de direita (já Partido Popular seria bastante mais óbvio, mas esse nome passou a ser um empecilho para Paulo Portas há muito).»
Luís M. Jorge: «Passos Coelho canta em barítono técnico.»
Rui Rocha: «José Sócrates demitiu-se em 23 de Março. Foi necessário esperar um mês e meio pelas eleições. Na melhor das hipóteses, e tendo em conta todos os trâmites previstos, o novo governo tomará posse dentro de três semanas. Em qualquer caso, entre o momento em que a crise política foi aberta e a entrada em funções dos novos titulares do poder executivo terão passado não menos de dois meses. Sem invocar sequer o exemplo inglês que resolve a coisa em algumas semanas, é absolutamente necessário encurtar os prazos de transição do poder em Portugal.»
Sérgio de Almeida Correia: «Vai haver muito trabalho, muito trabalho mesmo, para quem queira trabalhar, limpar a casa e espera um dia poder voltar a ver uma liderança competente e prestigiada, que saiba ouvir, dialogar e comunicar para dentro e para fora do partido usando a mesma linguagem. Em suma, um líder à altura da tradição e dimensão do partido, capaz de dar esperança aos portugueses e aos militantes anónimos que nele confiam, exigente e responsável.»
Eu: «Foi vergonhosa a tentativa de manipulação dos eleitores através de sucessivas sondagens que apontavam para “empates técnicos”. Nunca houve tantas sondagens numa campanha e nunca as sondagens falharam tanto. Os resultados das urnas demonstraram que não podia haver situações de efectivo empate técnico a tão poucos dias do exercício do voto. Aqui está um tema de urgente reflexão por parte dos responsáveis das empresas de sondagens e por parte dos responsáveis editoriais que as divulgam.»
