DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Tive com ele um encontro há poucos dias, neste mesmo gabinete da Gulbenkian, onde confirmei pessoalmente a sensação que nos atravessa ao ler esta entrevista: há em Eduardo Lourenço, além das óbvias lucidez e erudição, uma afabilidade doce e uma espantosa humildade, aliadas a um sentido de humor e de divertimento muito próprio. É um conversador nato, que cultiva o prazer da troca de ideias e nunca fala “de cátedra”. Um homem superior, de quem guardei uma impressão forte.»

 

Jorge Assunção: «O actual sistema de ensino superior público financiado na sua maioria por impostos já garante que os ricos tenham acesso a um ensino de qualidade a baixo preço. Basta consultar qualquer estudo sobre o assunto que este logo nos diz que as universidades públicas estão repletas de alunos da classe média/alta, enquanto os pobres, paradoxalmente, vêem-se muitas vezes relegados para as universidades privadas ou, ainda pior, nem sequer chegam a frequentar o ensino superior.»

 

Paulo Gorjão: «José Saramago declarou o seu apoio a António Costa em detrimento do seu partido e do seu candidato. A minha pergunta é muito simples: do que é que o PCP está à espera para instaurar um processo disciplinar e, porventura, expulsar Saramago? Não me digam que no PCP há militantes de primeira e de segunda?»

 

Eu: «Não consigo conceber nada mais “fraccionário” do que votar num partido diferente daquele a que se pertence – sobretudo um partido que tem sido transformado no adversário principal dos comunistas. Vou reler o Ensaio Sobre a Cegueira a ver se consigo ver melhor o alcance de tudo isto…»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. Não entendo o comentário de Paulo Gorjão. Os pobres não mandam os filhos para as Privadas, porque não vão, na sua maioria, para o Superior. Vão trabalhar. Depois sobre a classe média (alta, isso é o quê em Portugal, 1400€/mês?) é ela que carrega o país às costas

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