
João Carvalho: «Sabia que os norte-americanos andam a ser avisados sobre o que não devem comprar na Ikea? Pois é que andam mesmo, porque os tempos não estão para desperdícios e o dinheiro está pela hora da morte.»
José António Abreu: «A culpa de se prestar pouca atenção a desportos que não o futebol nos meios de comunicação (e, por conseguinte, na sociedade) é essencialmente das mulheres. E, pronto, um bocadinho – mas só um bocadinho – dos homens.»
Luís M. Jorge: «Pedro Passos Coelho ganhou o debate [com Sócrates].»
Patrícia Reis: «A Casa Fernando Pessoa convidou poetas e escritores para passarem a noite no quarto do senhor Pessoa e escreverem, posteriormente, um conto. No fim, teremos um livro. É uma excelente ideia e o fantasma do senhor Pessoa, que lá anda feito gato, vai gostar de certeza. Isto quer dizer que em três anos, com a direcção de Inês Pedrosa, passámos a ter uma série de iniciativas, textos em bilingue, sinalética, a biblioteca digitalizada e disponível no site, um blogue, uma revista e um congresso bi-anual. E esta, hem?»
Rui Rocha: «De acordo com o relatório anual ontem publicado pelo Banco de Portugal, foi o adiamento, em 2010, da correcção dos desequilíbrios orçamentais e externos da economia portuguesa – incluindo défices públicos acima do esperado – que fizeram com que Portugal ficasse exposto a uma avaliação negativa por parte dos mercados financeiros internacionais.»
Sérgio de Almeida Correia: «Independentemente do que se possa pensar da decisão da PSP de andar a comprar relógios para oferecer ou para vender a agentes que todos dizem serem mal pagos, basta fazer as contas para se chegar à conclusão que cada relógio custou menos de € 220,00. Se um relógio com esse valor é um “relógio de luxo”, como escreve o autor da notícia, o que importa perguntar é quais são os padrões desse jornalista? Que escreveria ele se a PSP tivesse comprado, só para falar de alguns “baratinhos”, IWC, Breitling ou Franck Müller?»
Tiago Mota Saraiva: «Portugal precisa de sobressaltar a Europa, tal como fez o Chipre – com excelentes resultados para o seu povo – e como tem feito a Islândia. Nas eleições que se aproximam, votar à esquerda é decidir por quem pode ameaçar e combater as tentativas de ingerência externa. Votar à esquerda é dar força ao combate contra a acção especulativa sobre a dívida soberana e ter a certeza que a dívida pública não será engordada por aventuras e prejuízos de privados. Votar à esquerda é ter a certeza que se está a contribuir para que os cidadãos sejam colocados no centro das decisões políticas fundamentais e que processos como o Tratado de Lisboa ou a moeda única serão, sempre, objecto de referendo.»
Eu: «Era um Sócrates já nitidamente fatigado que se repetia no ecrã – facto que se tornava ainda mais evidente quando era filmado em grande plano. Sem ideias, sem recursos estilísticos, sem o dom da iniciativa, sem capacidade para surpreender. Como, de algum modo, já tivesse interiorizado a derrota eleitoral. A televisão, nesta matéria, pode ser um instrumento cruel. Sócrates, que tantas vezes beneficiou dela, hoje foi sua vítima. O debate [com Pedro Passos Coelho] terá mesmo sido decisivo. A RTP estava cheia de razão.»
