
João Campos: «Nunca tive especial admiração jornalística por Judite de Sousa, apesar de não a achar má jornalista, e de há muito estar habituado a vê-la na RTP, sobretudo nas grandes entrevistas a algumas das mais importantes personalidades deste país. Por isso, foi com muita estranheza que, numa destas manhãs, entre um mil folhas e uma bica, a vejo de manhã na TVI a fazer um directo absolutamente ridículo para o programa do Goucha. É certo que provavelmente é preferível isso a aturar Sócrates em estúdio durante uma hora, mas que raio: o programa do Goucha?»
João Carvalho: «Não foi a REFER uma das empresas públicas que quiseram fugir à redução dos vencimentos por se achar cheia de razões para não cumprir a legislação que o determina? Gosto do slogan da REFER: “Vias para o Futuro”. Traduz o futuro dourado dos gestores que pagamos.»
Rui Rocha: «Temo que sujeitar Sócrates à justiça portuguesa constitua uma punição demasiado pesada. Para nós, cidadãos. Passar a próxima década em adiamentos, julgamentos anulados, repetições de diligências e outras moléstias para chegar ao fim com uma prescrição qualquer, por incúria do Ministério Público, não me parece grande cenário. Mal por mal, é melhor resolver a coisa por via de julgamento eleitoral.»
