
Ana Vidal: «Acabo de ouvir uma investigadora da Universidade do Minho (não fixei o nome), entrevistada na RTP1, classificar de “eufusivo” o discurso de Sócrates no congresso. Pareceu-me efórica.»
Rui Rocha: «Oitenta mil milhões de razões para comemorar. Este é o sinal exterior de pobreza que justifica a entusiástica celebração do líder que decorre por estes dias em Matosinhos. José Sócrates, o andor, é carregado em delírio por Almeida Santos, António Costa, Manuel Alegre e António Vitorino. Não há peso que os vergue. Não há bico de papagaio que os tolha. Não há joanete que os faça suster a marcha. Esta é a hora de dobrar a espinha pelo querido líder. Este é o momento certo para celebrar os 150.000 desempregos, as medidas em matéria de abandono de família, as taxas demolidoras da saúde, as parcerias impúdico-privadas e as empresas públicas falidas. Brindemos então, camaradas.»
Eu: «Sucedem-se na tribuna António Costa, António Vitorino, Augusto Santos Silva, Correia de Campos, Ferro Rodrigues, Manuel Alegre, Almeida Santos, Edmundo Pedro: o PS sai renovado deste congresso.»

O testemunho de Ana Vidal ilustra uma das nossas tristezas e lamentos.