
Francisco Teixeira: «A dívida pública passou de 68% para 97% desde que [José Sócrates] é primeiro-ministro, o défice de 2010 não foi de 6,8% mas de 8,6% (se tirássemos o fundo de pensões da PT e continuássemos a pagar os submarinos seria de 9,6%!), a despesa pública nominal não parou de aumentar e a previsão de crescimento económico em 2011, que o Governo manteve até 21 de Março nas suas previsões, não passou de uma alucinação sem sentido.»
Luís M. Jorge: «- Mas como é que pudeste deixar o nosso filhinho Rubem ao sol dentro do carro durante quatro horas numa tarde de Agosto, homem?
– E tu, como é que pudeste dar-lhe um kinder chocolate antes do jantar, sua puta?»
Rodrigo Sousa e Castro: «Derrubar o governo de forma perversa, mas aceitando a saída de Sócrates como resultado de intenção não declarada do PSD de fazer uma aliança circunstancial mas contranatura com forças sem qualquer utilidade táctica futura, interromper um processo vital de negociação na Europa desprotegendo inexoravelmente todo o colectivo nacional, desarmando o governo para enfrentar um período conturbado de crise financeira, não dizer nada de substancial sobre as soluções alternativas para as premências do presente e muito menos sobre as soluções futuras. É típico da actuação de um comandante sem estofo, sem capacidade de exercer a acção de comando e de vistas curtas…»
Rui Rocha: «Esta foi uma época em que o Futebol Clube do Porto humilhou o Benfica no confronto directo. Cinco a zero em casa e vitória na Luz são coisa para, só por si, encher a época a um dragão. Acresce a este quadro a possibilidade de celebrar o título na Luz, nos bigodes de Luís Filipe Vieira. E, quando seria difícil imaginar melhor enquadramento, eis que o Benfica se encarrega de proporcionar um contexto ainda mais favorável. Apagar as luzes e ligar o sistema de rega introduz na festa azul e branca um ingrediente adicional de guerrilha que Pinto da Costa muito aprecia.»
Teresa Ribeiro: «Quando leio que os portugueses já não podem voltar a contar com o Estado paizinho, apetece-me puxar da pistola. Qual paizinho? O que sempre nos explorou, cobrando impostos elevadíssimos sem que alguma vez se verificasse um justo retorno? Um paizinho que cria monstros e que não paga o que deve?»
Eu: «Há dois países em Portugal: o país real – o da monumental dívida pública, do desemprego, do défice externo e do crescente afastamento em relação à média europeia – e o país do neo-nacionalista José Sócrates, orgulhosamente só. O único cor-de-rosa é este último. Por azar, também é o único que não existe.»
