
Ana Cláudia Vicente: «Chegada a minha vez de vos deixar nova sugestão de visita, e já que estamos nos arrabaldes do 100º aniversário da publicação da Lei de Separação do Estado e da Igreja em Portugal, venho recomendar-vos o Estado e Igreja, blogue recentemente criado por Luís Salgado de Matos e verdadeiro aperitivo para a leitura do livro homónimo. Quem está familiarizado com o autor facilmente reconhecerá o rigor e humor da sua prosa; quem ainda não, aproveite a oportunidade.»
Rui Rocha: «Zapatero renuncia. Sócrates permanece incrustado na sua irredutibilidade. Zapatero convenceu-se de que a quebra de confiança do eleitorado espanhol o impede de protagonizar uma solução para problema. Desta forma, permite ao PSOE e à sociedade espanhola trilhar o caminho da renovação política. Quanto a Sócrates, tornou-se ele próprio num problema sem solução. Indiferente ao facto de ser o principal factor de bloqueio da situação política, mantém o PS refém da sua liderança e insiste numa visão unipessoal de irresponsabilidade ilimitada da democracia portuguesa.»
Teresa Ribeiro: «Totalmente absorvidos pela luta política, agora que a alternância vai acontecer, os partidos, por seu turno, afinam estratégias. Entre a vitimização e o messianismo há todo um conjunto de opções a explorar. O empenho é imenso. Sente-se em cada intervenção a adrenalina a subir. É isto que os move. A paixão da política, o mata-mata.»
