
Adolfo Mesquita Nunes: «Em dias sem sol, muita cor para compensar. Em dias de sol, muita cor para acompanhar. Quando na moda, porque é bom estar de acordo com ela. Quando fora de moda, porque é bom fazer de original. E com estas desculpas me deixo levar todas as manhãs.»
António Pedro Neto: «Chegou a altura de vivermos apesar da política e não por causa da política. De interrompermos a espera pelo próximo boy que nos vai prometer, obviamente, tudo aquilo que sabe que nunca vai conseguir cumprir mas que sabe ser essencial prometer para lá chegar (assustador é ver que líderes como Passos Coelho já nem se dão ao trabalho de prometer o que quer que seja). Não é preciso confiar no governo para se criar valor: é preciso acreditar no país.»
Luís M. Jorge: «Passos Coelho vai para o Governo aplicar o regime do FMI: um destino pouco invejável e, seguramente, breve.»
Rui Rocha: «O Governo do Canadá foi derrubado na mesma semana em que o Primeiro-Ministro português apresentou a sua demissão. Lá, como cá, seguem-se eleições antecipadas. Em Portugal, o acto eleitoral decorrerá algures entre o final de Maio e o princípio de Junho. No Canadá, as eleições estão já marcadas para 2 de Maio. Ou seja, os canadianos, tal como os ingleses, precisam de pouco mais de um mês para realizar eleições. Os portugueses demoram perto de dois meses e meio a organizar o acto eleitoral.»
Eu: «Sopra uma aragem agreste a prenunciar o fim da tarde quando os coveiros começam a cobrir a sepultura. Em pano de fundo, como uma nave de pedra, o maciço da Serra da Estrela, ainda coroado com neve na Torre. Cenário da minha infância. Cenário da tua infância, Pai. Repousas no local que escolheste – na terra que não te serviu de berço mas foi sem dúvida a que mais amaste. Tempo para amar, tempo para morrer: do pó vimos, ao pó voltamos após uma fugaz passagem debaixo do sol.»
