
Sérgio de Almeida Correia: «Faz algum sentido manter as eleições directas no PS, que têm lugar este fim-de-semana, para escolha do secretário-geral e votação das moções de orientação política para o próximo Congresso, sabendo que o Governo caiu e que nada daquilo que foi a votos faz sentido porque os respectivos pressupostos desapareceram e as candidaturas foram formalizadas antes da crise política? Não era melhor e mais sensato suspender o processo eleitoral em curso e abrir novos prazos para apresentação de candidaturas e moções adaptadas à realidade?»
Eu: «Borges foi um dos raros autores que viu o seu nome coroar-se em adjectivo. Fala-se hoje do imaginário borgeano como se fala do kafkiano: nada mais natural, tratando-se de dois gigantes da literatura. O universo borgeano, povoado de encruzilhadas e labirintos, de equações matemáticas e delirantes divagações históricas, faz-nos viajar no espaço e na memória, em permanente atmosfera de sonho, criando uma contínua erosão das fronteiras entre a ficção e o ensaio, entre a prosa e a poesia.»
