
João Campos: «A polémica em redor da vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção e consequente passagem à Eurovisão para representar o país continua a correr a bom ritmo. Nos media, sucedem-se as entrevistas. Nos blogues, acumulam-se as hiperligações para as declarações de Miguel Sousa Tavares, logo difundidas no Youtube. Nas caixas de comentários dos jornais, dos blogues e do Youtube, duas facções de trolls combatem freneticamente. No Facebook, já começaram a ser atiradas bombinhas de fumo, ou seja, petições contra a participação da banda, e petições contra a petição contra a participação da banda. “Vão dar má imagem do país no estrangeiro”, dizem alguns.»
Jumento: «Da mesma forma que temos excelentes auto-estradas para passear e nos falta dinheiro para a gasolina, também contamos com centenas de modernos supermercados e estamos sem dinheiro para fazer compras. Precisamos de exportar mas faltam-nos empresas exportadoras, queremos deixar de importar mas nada temos que consiga substituir as importações, em compensação temos empresas saudáveis a vender telemóveis, centros comerciais de fazer inveja a muitos países ricos e das mais modernas redes de distribuição. E em vez de capitães da indústria temos muitos generais da mercearia.»
Paulo Gorjão: «É necessário um governo com um programa devidamente sufragado pelo voto popular que lhe confira legitimidade para governar de acordo com as circunstâncias. É necessário abrir um ciclo novo. Eleições, já.»
Sérgio de Almeida Correia: «O Público escreve esta manhã que “24 horas depois do discurso presidencial, os dois maiores partidos ainda procuram interpretar os sinais de Cavaco”. Sim, porque nem todos nos chamamos Vasco Graça Moura ou José Eduardo Martins. E eu a pensar que a dificuldade era exclusivamente minha.»
Eu: «Devia haver limites para o cinismo político e a duplicidade moral na forma como os partidos portugueses analisam os acontecimentos internacionais. Mas na perspectiva do PCP, pelos vistos, não há. Na Soeiro Pereira Gomes continua a prevalecer a regra maquiavélica: há que pôr de lado qualquer escrúpulo de consciência no apoio aberto aos tiranos de estimação. Sabendo do que a casa gasta, mesmo assim foi com espanto que li na edição do Avante desta semana a defesa despudorada da ditadura líbia em duas páginas dedicadas ao noticiário internacional.»
