
João Campos: «Para situar os leitores sem os mandar ir ao Google, Messejana é uma bonita freguesia do interior do concelho de Aljustrel, no distrito de Beja. A Praia de Messejana será provavelmente a piada mais recorrente do Baixo Alentejo, pois sendo antiga, ainda hoje se usa. No entanto, os contornos da história da dita praia são algo nebulosos.»
João Carvalho: «Além de criticar o Governo português pelo apoio ao regime de Kadhafi e pelo incentivo aos negócios com a Líbia, a eurodeputada socialista Ana Gomes criticou também o ministro dos Negócios Estrangeiros por ter manifestado o receio de que a queda do líder líbio possa dar lugar ao fundamentalismo islâmico. Às tantas, não tem razão a frontal eurodeputada e tem razão Luís Amado: nada de corrermos riscos fundamentalistas, quando podemos ter como amigo um facínora moderado…»
Nuno Pombo: «Custa-me admitir mas concordo com o ministro Lacão. Temos de reduzir o número de deputados. Mas essa redução, ainda que recomendada por razões orçamentais, impõe-se sobretudo pela necessidade de cultivarmos a higiene parlamentar e a boa forma da nossa intervenção política. É que a nossa democracia é uma obesa balzaquiana. Não há dietas que resistam. É preciso também esforço físico. Ginásio. E, ainda assim, há sempre umas teimosas gordurinhas que teimam em barricar-se onde menos falta fazem. Percebo, por isso, que o entusiasmo do PS pela ideia seja nenhum. Porque estas adiposidades estão justamente alojadas no centrão.»
Paulo Gorjão: «Os acontecimentos na Líbia lembram aos mais distraídos que não foram apenas as populações dos diversos Estados do Magrebe e do Médio Oriente que seguiram com atenção e que retiraram ilacções dos acontecimentos na Tunísia e no Egipto. Os seus líderes autoritários seguiram também eles com especial cuidado a evolução destas duas crises e viram o que aconteceu a Zine El Abidine Ben Ali e Hosni Mubarak.»
Rui Rocha: «Ao fim de vários dias de ensurdecedor silêncio, o Ministro dos Negócios Estrangeiros veio hoje, ao final da tarde, pronunciar-se finalmente sobre o banho de sangue que Kadhafi está a infligir ao seu próprio povo. Os números apontam, até ao momento, para centenas de mortos e milhares de feridos. Os métodos utilizados incluem o recurso a mercenários, o assassinato e o bombardeamento de manifestantes.»
Sérgio de Almeida Correia: «O Governo empenha-se em promover as novas tecnologias. Os advogados são “convidados” a fazer uso das plataformas informáticas (Citius e Sitaf) para enviarem os seus articulados. O Estado continua a não dar o exemplo. Em tão pouco tempo já são três os casos em que no Administrativo e no Fiscal vejo serviços públicos enviarem para tribunais articulados por fax e depois em papel, pagando a totalidade das taxas de justiça devidas sem direito a qualquer redução. Não há nada como gozar com o dinheiro dos outros.»
Eu: «Winston Spencer Churchill, filho de um aristocrata inglês e de uma beldade norte-americana, recebeu notas medíocres como estudante e jamais foi tratado com afecto pelo pai, um indivíduo propenso a depressões. Tinha todos os requisitos para ser considerado uma “criança problemática”, de acordo com um jargão agora muito em voga, mas foi o mais bem sucedido político britânico de todos os tempos.»

Tinha todos os requisitos para ser considerado uma “criança problemática”, de acordo com um jargão agora muito em voga, mas foi o mais bem sucedido político britânico de todos os tempos.
A profissão de político é muito adequada para indivíduos rascas terem sucesso.
As “crianças problemáticas” tornam-se comentadores anónimos quando chegam à idade adulta.