DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Bandeira: «As maiores pérolas humorísticas são produzidas por pessoas com o sentido de humor de uma ostra.»

 

Fernando Sousa: «Mexer na história pode exigir luvas e máscara de apicultor. Mais ainda quando as ideias libertárias parecem ocupar cada vez mais o espaço que o comunismo marxista perdeu – e deixou vazio. E têm muito boas condições para isso.»

 

João Campos: «Poderia dizer muito sobre O Insurgente, que acompanho com interesse desde o primeiro post, e que para todos os efeitos é já uma referência na blogosfera nacional. Mas de tudo o que poderia dizer do blogue, fica apenas isto: foi graças às referências dos insurgentes que, com a curiosidade aguçada, me embrenhei em algumas leituras e descobri uma das minhas escritoras preferidas. Falo de Ayn Rand, naturalmente (e dos monumentais The Fountainhead e Atlas Shrugged). Só por isso mereceria sempre o meu destaque.»

 

Laura Ramos: «Eis um bom exercício, ao alcance do possível: acreditar que o eleitorado português, um dia destes, vai ser diferente. Porque é aí, exactamente, que pode estar a chave da mudança: nas cabeças daqueles que votam.»

 

Paulo Gorjão: «Numa longa entrevista ao Diário de Notícias, Pedro Passos Coelho deixou bem claro que, naquilo que depender de si, o recurso ao FEEF e ao FMI será o fim da linha para o Governo. Será “um falhanço político grande e grave do Governo”, o que no actual quadro parlamentar e com os bloqueios que o caracterizam terá como consequência previsível e inevitável a realização de eleições legislativas antecipadas.»

 

Rui Rocha: «Sempre que alguém efectuar uma apreciação sobre um político de qualquer dos lados, deverá levantar apenas um dos cartazes (se puder, para não criar confusão, esconda o outro). Se o político se encontrar no lado onde colocou a etiqueta azul celeste, deve levantar o cartaz com ‘ÉTICA / Inadmissível Campanha Contra o Carácter’. Se o político se encontrar no campo oposto, deve levantar o cartaz com ‘ÉTICA / Saudável Escrutínio Democrático’.»

 

Teresa Ribeiro: «Pararam junto aos contentores do lixo e começaram, com um desembaraço profissional, a recolher coisas. O espectáculo colou-a, comovida, à vidraça. Por entre os sacos do lixo a mulher-menina, com as pernas mal tapadas por uma camisola que lhe servia de vestido, fazia o seu bailado. Seria a filha? Tinha as pernas bem feitas e esguias. Bem vestida e lavadinha ficaria linda. Seria a filha? Com esta gente tudo é possível.»

 

Eu: «Pesadíssimo, o silêncio de Mário Soares nesta campanha. E mais eloquente que mil discursos.»

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