DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José Gomes André: «Que os preconceitos ideológicos não vos afastem deste documentário (Inside Job, nas últimas semanas de exibição), uma vez que se trata de um filme imprescindível. Trata-se de uma crua e acutilante tentativa de descrever as causas da grande crise económica e financeira da actualidade, nomeadamente a partir do seu epicentro: os Estados Unidos.»

 

Nuno Dias da Silva: «Henrique Neto, o terror dos socialistas do aparelho – uma espécie de Medina Carreira do Largo do Rato – ainda hoje conta uma história que diz que Sócrates foi «eleito» numa reunião secreta de socialistas poderosos e influentes num hotel da Curia, onde figurava essa eminência parda do guterrismo, e agora das obras públicas, chamada Jorge Coelho. Uma espécie de conclave papal, que em vez de ser na Capela Sistina aconteceu à mesa, perante um belo leitão. Não houve fumo negro, mas a sua sorte estava ditada. Era ele o escolhido. Chegaria a Primeiro-Ministro, fruto das circunstâncias e do Presidente em funções. Sampaio foi amigo. Primeiro traiu Ferro e depois deu uma mãozinha a Sócrates.»

 

Rui Rocha: «Na ressaca da candidatura conjunta de Portugal e Espanha ao Mundial de 2018, regressaram algumas vozes que sugerem que a parceria poderia ser aprofundada, deixando entrever uma eventual fusão dos Campeonatos dos dois países. A proposta não é nova. Do lado de cá, há um par de anos, Dias Ferreira defendeu que este é um caminho inevitável. Do lado de lá, o então Presidente do Barcelona, Joan Laporta, sugeriu também, com evidente alfinetada política, um campeonato de Espanha, Catalunha e Portugal.»

 

Eu: «O Americano é um filme que coloca os espectadores perante um dilema moral: poderemos julgar alguém pelos seus actos sem conhecermos as suas motivações? Estamos aqui perante uma situação limite: praticamente nada sabemos da personagem principal, começando pelo seu verdadeiro nome, a não ser que cometeu um crime brutal. E no entanto damos por nós a recear pelo destino desta figura aparentemente execrável, destituída de qualquer escrúpulo, contratada para matar.  Assalta-nos aqui um novo dilema moral, ainda mais perturbante: será lícito defendermos um assassino?

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