DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «Pode o próximo Governo, com ou sem FMI, sujeitar-se a um PS capaz, como em 2002-2003, de utilizar as mais socialistas normas da Constituição para fazer oposição, para travar as necessárias reformas ou para dirigir manifestações e greves? Pode o próximo Governo, com ou sem FMI, sujeitar-se a um PS de discurso alegrista e pintasilguista capaz de iludir, mais uma vez, os portugueses quanto à possibilidade de adiamento das reformas que se impõem? Só quem se não lembra desses anos de irresponsabilidade, cínica como se viu nos anos seguintes, pode considerar que o PS estará à altura do que dele se espera se as próximas eleições o remeterem para a oposição.»

 

José Medeiros Ferreira: «Não sei quem é que decide comprar produtos financeiros em Timor. Pelos vistos é o seu presidente Ramos Horta que estará a matutar em fazê-lo em relação aos títulos da dívida portuguesa. Pois acho que faz muito bem. A compra de títulos do tesouro da República Portuguesa é actualmente, um dos melhores negócios que a banca internacional pode fazer graças às taxas de juro cartelizadas com a ajuda das agências privadas de rating e de alemães recém libertados do jugo da economia colectivista. Historicamente Portugal é um seguro pagador de dívidas há pelo menos cem anos. Porque não havia a República de Timor Lorasae de entrar na dança?»

 

Eu: «No ano 2000, a máscara caiu de vez. [Robert] Mugabe lançou uma “reforma agrária – a ocupação pura e simples das propriedades agrícolas dos brancos. Suprimiu toda a oposição. Aboliu o poder judicial independente. Meteu na cadeia opositores, sindicalistas, estudantes e activistas de direitos humanos. Amordaçou a imprensa. E fez mergulhar o país no caos económico: em Outubro de 2008, segundo o Banco Central do Zimbábue, a inflação atingiu 231.000.000%. Milhões de zimbabuanos abandonaram o país para fugir à fome. As ilusões do passado transformaram-se num interminável pesadelo. “Só Deus pode retirar-me o poder que me concedeu”, proclama Mugabe, hoje com 86 anos – o mais velho dirigente africano. O antigo estadista modelar, invocado outrora como exemplo no continente, é apenas mais um nome a juntar à longa lista de tiranos que vêm destruindo o sonho de uma África próspera, justa e livre.»

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