
Ana Vidal: «Como quem atira um rebuçado ao povo, a provar a nova humildade acabadinha de aprender com a derrota eleitoral, Sócrates admite finalmente ter errado em alguma coisa. Pena ter sido logo na cultura.»
João Carvalho: «A Ana Lourenço está na SIC-Notícias com um entrevistado. Ele tem a camisa branca como o primeiro-ministro, tem a gravatucha monocromática como o primeiro-ministro, tem o cabelo cinzento à escovinha como o primeiro-ministro. Ele tem a colocação de mãos estudada do secretário-geral do PS, tem os olhares estudados do secretário-geral do PS, tem as inflexões vocais estudadas do secretário-geral do PS. Tem tudo igual. Menos a voz: fala quase em surdina.»
Jorge Assunção: «Na prática, as ideias do bloco garantiriam um Portugal mais pobre, onde seriam cada vez menos os “ricos” a quem sacar rendimento. Onde o assistencialismo seria a norma e o incentivo à iniciativa individual, alicerçada na defesa da meritocracia, seria cada vez menos valorizado.»
Paulo Gorjão: «O PSD votará a favor da moção de censura apresentada pelo CDS. Marcelo Rebelo de Sousa entende que o PSD deveria abster-se. Admito que sim, mas parece-me uma discussão relativamente irrelevante. Ambas as posições são defensáveis. Ambas têm vantagens e inconvenientes. No essencial, tudo isto é espuma.»
Eu: «Mudou o registo vocal, permanecem os auto-elogios no discurso deste homem cada vez mais insensível aos ecos da sociedade. “Eu estou muito satisfeito comigo”, concluiu Sócrates. Parece não ter aprendido nada com as europeias além da conveniência em falar num tom menos estridente. Aprenderá mais alguma coisa com as legislativas?»
