DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Corra a alugar uma Vespa por oito dias e dilua-se sem medos no alegre e turbulento enxame que invade todas as cidades, estradas e praias. Não há melhor transporte para se passear em Itália, acredite: é barato, prático e divertido, além de dar-lhe uma mobilidade e uma liberdade ímpares. Se acha a experiência radical de mais, alugue um carro (não maior do que um Smart, de preferência, por questões de estacionamento) ou use os transportes públicos. Ficará limitado aos horários, obviamente, mas a oferta é grande e funcionam bem. Depois… bem, depois entregue-se ao prazer de explorar cada centímetro de uma costa de beleza indescritível, cada cidade ou aldeia, cada esquina, cada recanto menos conhecido. Mesmo nas terrinhas que não constam dos roteiros turísticos há sempre uma casa bonita, um ângulo diferente da costa, uma esplanada ou um restaurantezinho onde vale a pena parar.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Aproveitei para olhar à minha volta e dar um primeiro mergulho nas águas quentes e cristalinas da baía. Com 27º C, dentro e fora da água, apenas com uma ligeira brisa, a coisa prometia. Quando à noite me deitei, iluminado pelo luar prateado, tendo a meus pés a violenta sinfonia provocada pelas ondas e os acordes distantes da “Rainha Estrela” de Tito Paris, dei comigo a pensar na sorte que Deus me deu. Se a ASAE existisse naquele lugar a praia teria sido encerrada. O barulho semelhante ao ribombar de um trovão provocado de cada vez que as ondas se esmagavam na praia e contra as rochas seguramente que excedia os limites aceitáveis da lei do ruído.»

 

Eu: «Trabalhei diariamente com ele no DN durante sete anos, entre 1997 e 2004, e guardo do Mário [Bettencourt Resendes] a melhor das recordações como director. Mantinha a porta do gabinete aberta, em comunicação permanente com a redacção, e nunca regateava uma palavra de incentivo e estímulo a todos no jornal, particularmente aos jornalistas mais jovens. Gabava-se – e com razão – de ter um raro instinto para descobrir talentos e percebia como poucos a importância da motivação nas empresas jornalísticas modernas embora jamais se esquecesse de recomendar aos recém-chegados que não basta a competência técnica: é igualmente necessária a qualidade humana.»

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