
Ana Cláudia Vicente: «A penúltima das recomendações terapêuticas deste campeonato tem raiz germânica, e tem superado (com sucesso) ensaios quasi-clínicos desde os anos setenta do século passado; foi médio – posição esteticamente feliz na nossa amostra – e é hoje o excipiente daquela que é considerada uma das grandes receitas para a vitória.»
Ana Vidal: «Dedico este belo poema [E Agora, José?] do grande Drummond ao nosso primeiro-ministro, com amor e carinho. E não me venham com tretas, não se trata de bater em quem já está no chão. No chão estamos todos nós há muito tempo. Só faltava ele.»
João Campos: «Os serviços de identificação, ou lá como se chama aquilo, ligaram-me hoje, uma vez mais, insistindo que a minha morada não existe. A situação nem seria muito incómoda para mim se o Fisco também achasse que ela não existia.»
Sérgio de Almeida Correia: «Os principais responsáveis, os que interiorizaram rapidamente e sem discussão a disciplina interna na hora do voto e que há seis anos dizem amen a tudo, até às asneiras; os mesmos que antes apontaram o dedo a Alegre e criticavam quem tinha o mérito de dizer dentro do partido o que não dizia cá fora, no fim aplaudiram-no de pé? (…) Será que algum deles esteve no congresso do PS? E no Coliseu, em Setembro passado? A minha memória já não é o que era. Devo estar a delirar.»
Eu: «A direita amiga de Sócrates, aquela que diz detestá-lo e depois faz tudo para que ele se perpetue no poder, ovacionou esta penosa caminhada do PSD para a derrota. Esta direita subscreveu as inumeráveis arengas sobre a “asfixia democrática” que desviavam as atenções dos portugueses do essencial – a crise económica – enquanto a líder social-democrata se desdobrava em elogios a Alberto João Jardim. Aplaudiu a exclusão de Pedro Passos Coelho das listas eleitorais enquanto acusava Sócrates de arrogância e autoritarismo, sem perceber que o comportamento da sua líder retirava qualquer autoridade moral a essas críticas. E centrou em Passos o seu ódio, com a mesma fúria vesga que usava nas inócuas invectivas ad hominem contra Sócrates, que sempre tiveram o condão de o tornar mais forte.»

Lembrar a exclusão de Passos Coelho há uma década deixa perceber muito do PSD de hoje. E o excerto sobre os socialistas é excelente.
São os mesmos, dez anos mais velhos. O que explica tudo.