
Ana Vidal: «E agora, para aligeirar o fim-de-semana, aqui têm a última moda no Japão: saias pintadas de modo a parecerem transparentes. Não há dúvida, vivemos cada vez mais num mundo de trompe l’oeil... razão tinha o Magritte.»
Leonor Barros: «Hoje aconteceu-me ter vontade de esbofetear um livro. Sim, é verdade, insólito e até um pouco embaraçoso para quem tem os livros nos genes, outra mania com que vim equipada de origem, mas nada como admiti-lo. Ocupava um lugar de destaque, o parvalhão, e gritou-me Desculpa, mas vou chamar-te amor. Ai não vais, não. AMOR? Virei-lhe as costas e fui irritada aos deliciosos biscoitos crocantes de coelho, aves e legumes que fazem as delícias da população felina cá da casa. Que título mais ridículo. Parvalhão.»
Paulo Gorjão: «Diogo Freitas do Amaral anunciou hoje ao mundo em entrevista ao Expresso que não acha provável que apoie Pedro Passos Coelho. Acha-o demasiado liberal, pelo menos por enquanto. Acho delicioso este pormenor do pelo menos por enquanto. É o equivalente na política à porta de emergência em caso de incêndio. Pela minha parte gostaria que a probabilidade de não apoiar se confirmasse, apesar de, na verdade, não apoiando estar a dar um enorme apoio…»
Eu: «No futebol, a fraude pode compensar: ganhou quem merecia perder. Mas o estranho sortilégio deste jogo passa também por isto. O rosto de Gyan, devassado pelos grandes planos televisivos, era uma máscara de dor: uma etapa crucial da vida dele fechou-se para sempre quando aquela bola bateu na barra. Naquele momento, não havia ser humano tão fotografado no planeta. Naquele momento, não havia ser humano tão solitário no mundo.»
