
Ana Margarida Craveiro: «Sarkozy comanda revolução no futebol francês, anuncia o Expresso. Inclui uma reunião com Thierry Henry e tudo, e eu fico a pensar que de facto devemos andar em tempos muito mornos, para o presidente francês poder assim desbaratar tempo e dinheiro.»
João Campos: «É isto o choque tecnológico. O cartão do cidadão não serve para eu votar à distância, a partir de Lisboa; não serve para eu ter uma consulta médica em Lisboa (já me foi recusado atendimento médico várias vezes); e a base de dados utilizada não reconhece um lugar onde vivem algumas dezenas de pessoas. Doze euros para isto. Porreiro, pá.»
Teresa Ribeiro: «Do alto dos seus 87 anos, [Alain] Resnais só pode rir-se do desnorte da humanidade com a gestão do tempo. No fundo é o que faz neste filme [Ervas Daninhas], com uma espantosa frescura, não se esquecendo de deixar bem claro que nós, pacatos frequentadores de salas de cinema, também não somos o que parecemos. Ele sabe. E nós, no escurinho da sala, ficamos a saber que ele sabe. (…) Não é o melhor de Resnais, mas é um bom Resnais. Não o percam.»
Eu: «Fabulosa noite de São João. Tavira inteira parece estar na rua: largas centenas de pessoas concentram-se na Praça da República vendo desfilar as marchas. Habitantes locais, algarvios de outras paragens e turistas das mais diversas proveniências cruzam-se nas rotas amenas destas ruas. Há arraiais, uns mais organizados outros mais espontâneos. Assam-se sardinhas. As esplanadas abarrotam de gente que há meses ansiava por jantar ao ar livre.»

gente que há meses ansiava por jantar ao ar livre
Como assim?! Em Tavira pode-se jantar ao ar livre quase todo o ano. Ou há meses em que é proibido?
O texto foi aqui publicado há dez anos, como o nome indica. Está datado, bem como os respectivos comentários, o que constitui prova inequívoca do que afirmo.
Pois, precisamente por ter sido há dez anos é que me surpreende. Lá que este ano 2020 fosse proibido jantar ao ar livre em Tavira até ao São João, devido ao vírus, até nem me surpreenderia; agora, que há dez anos vigorasse tal impedimento é que me deixa perplexo…
Pois aconteceu. E de tal maneira que não justificou qualquer reacção de incredulidade ou de perplexidade, como se comprova na caixa de comentários.
O cartão do cidadão não serve para eu votar à distância, a partir de Lisboa
Claro que não. O voto à distância é proibido em Portugal, a não ser em casos excecionais, por muito boas razões (impedir o caciquismo e, em geral, o voto por outra pessoa que não o detentor do direito).
a base de dados utilizada não reconhece um lugar onde vivem algumas dezenas de pessoas
Creio que não tem nada que reconhecer. O local de morada é a freguesia, não o lugar.